Sespa promove Oficina da Estratégia Zero Morte Materna por Hemorragia

Com foco na redução dos óbitos maternos no Pará, a Secretaria de Saúde do Pará (Sespa) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) no Brasil estão realizando nesta quinta e sexta-feira, 03 e 04, o Primeiro Treinamento Estadual para Formação de Instrutores da Estratégia Zero Morte Materna por Hemorragia no Pará de 2020, que acontece no hotel Radisson Maiorana, em Belém.

O secretário de Saúde do Pará, Romulo Rodovalho Gomes

Destinada a profissionais que atuam na assistência obstétrica, a atividade consiste em estratégias de capacitação, qualificação e mobilização de gestores e profissionais da saúde para o enfrentamento às emergências obstétricas, com o propósito de estimular a prevenção, o diagnóstico e os cuidados com hemorragia pós-parto ou aborto.

A solenidade de início de treinamento foi realizada com a presença do secretário de Saúde do Pará, Romulo Rodovalho Gomes . “Nessa oportunidade, gestores e profissionais da saúde poderão discutir as principais necessidades e fragilidades da rede de atenção, buscando assim uma melhor estratégia para o aperfeiçoamento desse plano de ação em curso no Estado”, comentou.

Por sua vez, consultora de Saúde da Mulher da OPAS/OMS no Brasil, Mônica Iassanã dos Reis, reafirmou o compromisso da Organização em apoiar o Estado para o cumprimento da meta. “Nesse sentido, organizamos aulas teóricas e práticas, em que o profissional pode conhecer e fazer, manusear e construir tecnologias leves e de baixo custo, que podem ser utilizadas em suas unidades e ajudar a preservar a vida e a saúde das mulheres”, afirmou.

A consultora de Saúde da Mulher da OPAS/OMS no Brasil, Mônica Iassanã dos Reis

A oficina contém itens já previstos pela formalização do Pacto pela Redução da Mortalidade Materna do Pará, lançado pelo governo estadual em 2019, e também pelo fato do Estado ter sido um dos oito entes federativos indicado pelo Ministério da Saúde (MS) a elaborar um plano de ação estadual para o enfrentamento da mortalidade e a enviar profissionais para a formação proposta pela OPAS, além de seguir com a estratégia para dentro de suas regiões e unidades de saúde. O projeto já foi implementado também em outros cinco países prioritários na América Latina.

A coordenadora de Saúde da Mulher da Sespa, Nicolli Vieira; o secretário de Saúde do Pará, Romulo Rodovalho, e a diretora de Políticas de Atenção Integral à Saúde da Sespa, Laena Reis

Além de palestras e debates, os profissionais dessas oficinas participam de estações de simulação realísticas com cenários de hemorragia pós-parto, onde o profissional pode conhecer e fazer, manusear e construir tecnologias leves e de baixo custo, que podem ser utilizadas em suas unidades e ajudar a preservar a vida e a saúde das mulheres. Nessas ocasiões, utilizam tecnologias para enfrentamento ao choque hemorrágico, como os balões de tamponamento intrauterino, traje antichoque não pneumático e suturas hemostáticas.

As práticas são ministradas por instrutores da OPAS capacitados dentro dos parâmetros específicos para o combate e a erradicação de morte materna por hemorragia, com a finalidade de capacitar, por meio de treinamentos com simulação realística, médicos e enfermeiros que atuam nas maternidades, no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) e hospitais gerais dos municípios com os maiores índices de mortalidade.

A coordenadora de Saúde da Mulher da Sespa, Nicolli Vieira, explica que a proposta do curso é proporcionar que essas mulheres sejam salvas por um atendimento rápido e com profissionais treinados em reconhecer, controlar e tratar a hemorragia obstétrica. “Esse é o objetivo primordial da estratégia”, diz.

A médica Rita Coutinho, do hospital municipal de Parauapebas, uma das participantes e instrutoras do curso

Uma das profissionais participantes da oficina, a médica Rita Coutinho, do hospital municipal de Parauapebas, comenta a importância do curso. “Com base nas diretrizes da oficina, teremos condições de fazer o manejo adequado da situação, pois o olhar ficará mais atento em relação ao que poderemos fazer pela paciente naquele momento”, afirma.

Ao todo, 24 profissionais de nível superior, tanto de Enfermagem como de Medicina, participaram do curso. São oriundos dos hospitais municipais de Bagre, Breves, Parauapebas e de Santarém, dos hospitais estaduais Santa Casa e de Clínicas; do Hospital Regional público do Baixo Amazonas, Hospital Materno Infantil de Barcarena e Samu Aéreo.

Fotos: José Pantoja (Ascom/Sespa).

Você pode gostar...