Sespa realiza Dia D de mobilização contra a hanseníase

A mobilização do Dia Mundial de Luta contra a Hanseníase, comemorado anualmente no último domingo de janeiro, acontecerá, neste domingo (26), das 8h às 12h, na Praça Matriz de Marituba, com a oferta de consultas com médicos hansenólogos, para a avaliação clínica de casos suspeitos de hanseníase.

A organização é da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), por meio da Coordenação Estadual de Controle da Hanseníase e Unidade de Referência Especializada Marcelo Cândia em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Marituba e o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan).

A programação do Dia D de Mobilização contra a Hanseníase vai começar com uma caminhada às 8h, saindo da Praça Jarbas Passarinho, no bairro Dom Aristides rumo à Praça da Matriz, onde estarão instaladas três unidades móveis da Sespa com consultórios médicos. Haverá, ainda, emissão de segunda via de certidão de nascimento pela Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster).

Bruno Pinheiro, coordenador estadual de Controle da Hanseníase

O coordenador estadual de Controle da Hanseníase, Bruno Pinheiro, informou que as pessoas passarão por uma triagem, sendo encaminhados para os médicos, apenas os casos com lesões suspeitas da doença. Ele ressaltou que haverá também enfoque nas famílias dos diagnosticados nos últimos dez anos. “Para isso, está havendo uma mobilização dessas famílias pela Secretaria Municipal de Saúde”.

Já no domingo à tarde, haverá uma divulgação da campanha no Mangueirão, durante a partida de futebol entre o Clube do Remo e Carajás. As equipes vão entrar segurando uma faixa alusiva à campanha e mensagens educativas serão transmitidas por meio do telão. “O objetivo é chamar a atenção dos torcedores para os sinais e sintomas da hanseníase, que, muitas vezes, passam despercebidos, e enfatizar que a doença tem cura”, disse Bruno Pinheiro.

Sinais e sintomas – A hanseníase é uma doença infecciosa, contagiosa, que afeta os nervos e a pele. Os principais sinais e sintomas da hanseníase manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo, com perda e alteração de sensibilidade ao quente ou frio, ao toque, à dor, na área da mancha; áreas com diminuição dos pelos e suor; dor e sensação de choque, formigamento, fisgadas e agulhadas ao longo de braços e pernas; inchaço de mãos e pés, dificuldade de fechar os olhos, perda de força em mãos e pés; feridas na planta dos pés; caroços no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos.

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza diagnóstico e tratamento por meio da Rede Básica de Saúde. O tratamento dura seis meses nos casos iniciais e 12 meses nos casos mais complicados e os medicamentos são distribuídos gratuitamente. As pessoas em tratamento não transmitem a doença e podem levar uma vida normal no trabalho, na família, na escola e na sociedade.

Para casos que requeiram intervenções de média complexidade, o Estado dispõe de três Unidades de Referência Especializadas (URE), para onde os pacientes são encaminhados: A URE Marcello Cândia, em Marituba, a URE Demétrio Medrado em Belém e ainda em Santarém. Todas elas, além do diagnóstico e tratamento, oferecem reabilitação aos pacientes e funcionam adequadamente, sem lista de espera para atendimento.

A Sespa, juntamente com as Secretarias Municipais de Saúde, também atua na reabilitação, reinserção social e laboral e ainda no combate ao preconceito contra as pessoas com hanseníase.

Texto: Roberta Vilanova

Foto: José Pantoja

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