Sespa reforça necessidade de tomar a segunda dose da vacina contra Covid-19

Populações quilombolas integram os grupos prioritários para imunização

Para que a proteção à Covid-19 proporcionada pelas vacinas funcione como o previsto é necessário tomar as duas doses, tanto da CoronaVac/Sinovac quanto da Oxford/AstraZeneca, as duas disponíveis no Brasil. Portanto, quem já tomou a primeira dose precisa ficar atento ao calendário de vacinação de seu município, observando o intervalo específico entre cada uma, de acordo com o fabricante.

Cezarina Brito, 71 anos, que já está imunizada pela CoronaVac/Sinovac, reforça a importância de tomar a segunda dose, e em nenhum momento deixar de lado as medidas de prevenção, como uso de máscara, distanciamento social e higienização das mãos com água e sabão ou álcool 70%.

A segunda dose da vacina é necessária para garantir a proteção contra a Covid-19

“É a única maneira de nos livrarmos desse mal, e também nos mantendo distantes, mesmo com a saudade dos parentes, amigos, filhos, e depois da segunda dose. Além disso, vale cuidar da alimentação, fazer exercícios, pegar sol. A gente não sabe até quando isso vai durar, então precisamos insistir. A vacina garante mais segurança para nós”, disse Cezarina, que pediu aos jovens que também “mantenham os cuidados, fiquem em casa. Ainda vai ter muita festa para ir, dá para esperar um pouco, se proteger”.

Funcionamento – A atribuição da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) nesse processo é garantir a entrega das doses enviadas pelo Ministério da Saúde aos 144 municípios do Pará. A Secretaria organiza a distribuição para os Centros Regionais de Saúde, que por sua vez redistribuem às prefeituras municipais, estas responsáveis pelo calendário de vacinação e aplicação dos imunizantes, de acordo com o quantitativo populacional e a atual etapa de vacinação. O envio é feito por via terrestre, aérea e fluvial, com o apoio da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup).

O titular da Sespa, Rômulo Rodovalho, reforçou a necessidade de o processo de imunização contra o novo coronavírus ser feito de forma completa. “Temos a vacinação como uma das principais estratégias de combate à Covid-19, e é de extrema importância que todos que já tomaram a primeira dose tomem a segunda, cumprindo o esquema de vacinação e fechando o ciclo de imunização. Estamos nos esforçando para que os municípios cumpram cada uma das fases do Plano Estadual de Imunização, disponibilizando as doses imediatamente aos grupos prioritários de cada uma dessas fases, ressaltando que a execução da vacinação é de responsabilidade de cada município”, explicou o gestor.

As prefeituras, enfatizou o secretário, têm a responsabilidade de coordenar a aplicação das doses de vacina e atualizar os dados de vacinação no sistema do Ministério da Saúde. Como os municípios apresentam variedades na informatização e conexão à internet, foi estabelecido o prazo máximo de 48 horas para registro no Sistema de Informação das doses aplicadas.

No Pará estão sendo vacinados idosos com mais de 60 anos e outros segmentos determinados no PNI

Balanço – Até o momento, o Pará está vacinando idosos com mais de 60 anos – incluindo os residentes em abrigos do Estado -, indígenas, trabalhadores de saúde, agentes de segurança pública e populações quilombolas.

A Sespa monitora se as doses enviadas aos municípios estão sendo usadas de maneira correta no público-alvo estabelecido no Plano Nacional de Imunização (PNI), e divulga diariamente às informações no Vacinômetro.

De acordo com o Vacinômetro, até às 12 h desta quarta-feira (14), o governo do Estado havia recebido 1.447.290 doses de vacinas contra a Covid-19, das quais já repassou mais de 93% aos municípios.

Texto: Carol Menezes/Secom

Fotos: Alex Ribeiro e Marco Santos/Ag. Pará

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