TerSaúde retorna ao perfil original no próximo mês de maio

De janeiro até abril de 2021, as ações do TerSaúde, projeto realizado pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) dentro do programa Territórios Pela Paz (TerPaz), do governo do Pará, realizaram 3.570 atendimentos e 49.792 procedimentos. Após um tempo focado no atendimento para a Covid-19, por conta do aumento do número de casos, o perfil original será retomado nos bairros em 15 de maio. Nos dois primeiros meses do ano, a iniciativa consistia em serviços essenciais de prevenção à saúde, cidadania e atividades educativas.

No dia 6 de março, os atendimentos do TerSaúde passaram a receber pacientes com sintomas leves e moderados das síndromes respiratórias e foram ofertados nos bairros de Icuí (Ananindeua) e Jurunas. No dia seguinte, a ação atendeu os bairros da Cabanagem e Guamá, na capital. Em 27 de março, os bairros Nova União (Marituba) e Terra Firme (Belém) contaram com os serviços das equipes de saúde. Já no dia 28, foi a vez de moradores do Benguí (Belém) e Icuí (Ananindeua) receberem atendimento do programa.

Já em abril, com a mudança de bandeiramento para a cor laranja na RMB, o programa deixou de atender exclusivamente casos suspeitos de Covid-19 e, nos dias 24 e 25, voltou a oferecer também serviços como triagem de enfermagem, médicos clínicos, médicos especialistas, exames e cirurgias caso necessário. Mas ainda ofertou testes rápidos de covid-19 e palestras educativas e preventivas sobre a doença. O TerSaúde realizou, em março e abril, 2.254 consultas a pessoas com suspeitas de Covid-19.

Com a mudança, o TerSaúde passou a oferecer a mesma triagem detalhada, com testes de sinais vitais, verificação de pressão arterial, glicemia, temperatura, saturação, testes de Covid-19, sífilis, hepatite, e também palestras preventivas. O paciente é encaminhado ao clínico geral ou pediatra, se for criança, e é verificado se são necessários exames ou consultas complementares.

“Funciona como uma regulação, o paciente sai com data e hora marcada para exame ou cirurgia, se necessário. Estamos voltando aos poucos por causa da pandemia, e percebemos que a demanda aumentou depois dessa mudança de perfil. Avaliamos que enquanto atendemos esse perfil Covid houve descentralização da procura por outros locais, como nas policlínicas itinerantes, porque chegamos mais próximo das pessoas indo aos bairros”, explica Alessandra Amaral, que coordena o programa.

Texto: Carol Menezes/Secom
Texto: Alex Ribeiro/Ag. Pará

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