Uso de máscaras é necessário em plano de prevenção contra a Covid-19

Ainda renegada por uma pequena parcela da população, mesmo havendo legislação vigente que determina o uso obrigatório, a máscara se tornou um item-símbolo da prevenção contra a Covid-19, doença de letalidade considerada alta em todo o mundo e sem um remédio eficaz para combatê-la, até o momento.

Com o surgimento de novas variantes, alguns tipos de máscaras acabam sendo mais recomendados do que outros, especialmente em locais onde é praticamente impossível fugir de aglomerações, como no transporte público. Segundo a diretora do Departamento de Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), Milvea Carneiro, a melhor máscara para essa ocasião, e também em locais fechados, é a máscara cirúrgica, que deve estar bem ajustada ao rosto já que a transmissão ocorre por gotículas respiratórias. Já em ambientes hospitalares a máscara n95/PFF2 é a recomendada.

No caso das máscaras de tecido é importante observar o material com maior trama. “Deve-se evitar o uso de materiais como poliéster puro e outros sintéticos e dar preferência ao uso de tecidos que tenham pelos menos 90% de algodão na sua composição”, explica Milvea.

As de tecido devem ser lavadas após o uso e precisam ser trocadas sempre que estiverem úmidas ou sujas, não devendo ultrapassar quatro horas de uso. Já as máscaras cirúrgicas também devem ser substituídas sempre que úmidas e/ou sujas, devendo ser descartadas e trocadas também após quatro horas de utilização.

No caso das máscaras do tipo N95/PFF2 também sempre devem ser descartadas quando sujas, úmidas ou amassadas e, dependendo do manuseio e da conservação, podem ser utilizadas por alguns dias. É ainda mais importante o uso de máscaras entre pessoas com sintomas leves de Covid-19 ou que estão em processo de recuperação, independente do modelo disponível, até mesmo as caseiras, recomenda a gestora.

Ajuda – No último dia 13, o Centro Integrado de Inclusão e Cidadania (CIIC) recebeu a doação de 111 máscaras feitas com material reciclável e adaptado para facilitar o atendimento e a comunicação com os usuários surdos por meio de leitura labial.

A iniciativa faz parte do projeto “Costuraê”, desenvolvido pela Associação Universitária Enactus, vinculada à Universidade Federal do Pará (UFPA), que visa a promover o empoderamento de mulheres em condição de vulnerabilidade socioeconômica, através de cursos profissionalizantes e capacitações que auxiliam na inserção deste público ao mercado de trabalho.

As máscaras doadas permitem a visualização dos lábios da pessoa que a utiliza, possibilitando que os usuários praticantes da leitura labial, assimilem com maior facilidade o que é dito por quem não se comunica através de libras.

A Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), por meio do CIIC, disponibiliza a Central de Interpretação de Libras do Pará (Cilpa), para atendimento de pessoas surdas da capital e do interior. A Cilpa tem, atualmente, 645 surdos cadastrados e oferece o serviço de intérprete de Libras e de orientação para os usuários.

Texto: Carol Menezes/Secom
Fotos: Bruno Cecim/Ag. Pará

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