Vacinação traz esperança para integrantes de grupos prioritários

Rosinalva Nunes de Castro – do Hospital Regional de Marabá

O Pará recebeu, até agora, 251.240 vacinas contra a Covid-19 em três carregamentos. A primeira leva desembarcou na capital paraense no dia 18 de janeiro, com 173.240 doses da CoronaVac, produzida pelo consórcio Sinovac-Butantan. Menos de uma semana depois, no dia 24, chegaram 49 mil doses do imunizante produzido pela AstraZeneca (Oxford-Inglaterra). No dia seguinte, 25, foram mais 29 mil frascos da vacina chinesa. O Plano Estadual de Vacinação, elaborado pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), prevê que a campanha ocorra, simultaneamente, em todos os 144 municípios, e os grupos previstos serão cumulativos no decorrer das etapas definidas. Quem já recebeu as primeiras doses agora vive dias mais tranquilos.

Belém  – “Alegria, alívio, gratidão, esperança”. Essas foram as palavras usadas pelos profissionais de saúde e de outros setores do Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Município de Belém (Iasb), para descrever o momento histórico de receber a vacina contra o novo coronavírus. Cerca de 70 profissionais da instituição de saúde que atuam na linha de frente no combate à pandemia receberam, na manhã da última quarta-feira, 27, a primeira dose do imunizante contra o vírus da Covid-19.

O primeiro profissional a ser vacinado no Iasb foi o médico João Batista, de 75 anos, que atuou desde o começo da pandemia e, inclusive, foi acometido pela doença, mas sem gravidade. Ele vibrou ao receber a primeira dose do imunizante e agradeceu pela oportunidade de participar do momento com saúde.

“Eu estou muito feliz. Tenho 75 anos, já peguei a Covid-19, estive o tempo inteiro na batalha. A gente sabe que a vacina é o único meio de combater o vírus. Então, fica também o recado para que a população não tenha medo de se vacinar. As vacinas já curaram tantas doenças, é a vacina que cura. Muitas doenças foram extintas por causa dos imunizantes, então vamos nos vacinar. Eu estou vacinado e muito feliz”, comentou, comovido, o profissional de saúde.

A técnica em enfermagem Duciléia Mendes, de 73 anos, foi a segunda pessoa a ser vacinada na instituição de saúde. Para ela, o momento era muito aguardado e foi recebido com emoção e felicidade. “O sentimento é de muita alegria. A gente esperava essa vacina por tanto tempo. Eu nunca parei, sempre trabalhei direto na pandemia e não peguei o vírus. Então, a chegada da vacina é também um alívio”, afirmou.

Ao receber a primeira dose da vacina no dia que estava completando 46 anos de vida, o técnico em enfermagem Aroldo dos Santos acredita que a primeira dose foi um presente de aniversário. “É um presente que todo brasileiro está precisando no momento. Eu espero que logo acabe esse momento ruim e difícil que nós estamos passando, para que nós possamos viver bem novamente. Esse presente que eu recebi significa esperança a todos nós”, disse.

Vacinadora voluntária, a técnica em enfermagem Ana Alcântara, de 57 anos, destacou a importância do momento. “Eu sempre tive uma visão muito ampla em relação à vacina, porque a minha vida inteira eu trabalhei em salas de vacina. Então, entendo que esse é um momento muito importante e todo mundo deve valorizar. Esse vírus não é uma brincadeira, não é uma gripezinha, é um vírus que mata. Então fica a orientação para que as pessoas não tenham medo, porque a vacina é segura, tem embasamento científico. Eu me sinto muito orgulhosa e grata por poder participar de mais esse momento”, declarou.

Marabá – A agente de serviços gerais Rosinalva Nunes de Castro, 50 anos, recebeu no dia 19 de janeiro, a primeira das 1.609 doses de vacina disponibilizadas pela Sespa para a 1a fase de vacinação no município.

Ela ressaltou a importância do momento. “Fiquei muito alegre quando me ligaram e falaram que seria a primeira, que privilégio”, confirmou. Ela atua no município há 25 anos, sendo os últimos sete dentro do hospital municipal.

Mãe de três filhos, ela faz um apelo para a população se cuidar e se vacinar. “Fiquem tranquilos que a vacina vai chegar para todos. Vamos vacinar sim, parem com esse negócio de faker, de que vai virar isso, de virar aquilo. Ouçam os profissionais. É saudável. Chegou a vacina, vamos vacinar sim!”, reitera.

Lucas Eduardo, Hospital Regional Sudeste do Pará

 

O escriturário do Hospital Regional do Sudeste do Pará – Dr. Geraldo Veloso (HRSP), Lucas Eduardo, imunizado também no dia 27, atua na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ele foi um dos mais entusiasmados com a chegada da vacina na instituição, uma vez que convive diretamente com as pessoas acometidas pela doença. Com esperança, o profissional enfatiza que agora será possível vencer a pandemia.

“Vamos conseguir vencer essa pandemia! Com a vacinação de toda a população, em breve poderemos voltar a rever amigos e familiares. Iremos salvar muitas vidas com essa vacina e evitar a perda de milhares de pessoas”.

Texto: Carol Menezes/Secom

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