Videochamada reduz distância entre pacientes e famílias em Hospital de Campanha de Santarém

Moradora de Terra Santa, paciente Vivian Silva: “Essa videochamada nos aproxima de quem gostamos e acalma nosso coração”

A tecnologia vem sendo responsável por diminuir a distância entre os pacientes internados com o novo coronavírus (Covid-19) no Hospital de Campanha de Santarém (HCS) e seus familiares. Referência em tratamento contra Covid-19 e retaguarda da rede pública de saúde na Região Oeste, o hospital provisório promove visitas virtuais, uma vez que a tradicional presença de acompanhantes e visitas não é permitida durante o tratamento da doença.

Devido ao protocolo normativo do Ministério da Saúde (MS), que tem como objetivo evitar que mais pessoas sejam infectadas com o vírus, acompanhantes e visitas presenciais não são permitidas durante a internação. Por isso, o projeto “Visita Online” é um forte aliado na recuperação dos pacientes.

Psicóloga do Hospital de Campanha de Santarém, Najara Dantas: “Não tenho sombras de dúvida que a videochamada auxilia o paciente”

A psicóloga do Hospital de Campanha de Santarém, Najara Dantas, explica que as vídeo chamadas auxiliam os pacientes no enfrentamento de adversidades por conta do isolamento durante o tratamento, como por exemplo, o medo da morte, sentimento de solidão, angústias, inseguranças e preocupação com os familiares.

“O paciente que está em tratamento fica preocupado com a família e querendo saber como andam as coisas, de antemão, os familiares também ficam preocupados, haja vista que mesmo os médicos passando todos os dias boletins sobre o estado de saúde, mesmo assim os familiares insistem em ver”, comenta Najara Dantas.

“Eles precisam sentir no olhar e na fala do próprio familiar que está tudo bem. A forma de amenizar estes medos, dores e angústias é com a visita On Line. É uma alternativa para tranquilizar os pacientes e familiares. Além disto, sem sombra de dúvidas auxilia na recuperação dos pacientes”, completou.

Ainda de acordo com a psicóloga do HCS, a videochamada entre familiares e pacientes auxilia positivamente no tratamento. “Aqueles pacientes que estão angustiados, passam pela avaliação psicológica e fazem a videochamada, identificamos respostas positivas nos exames e quadro clínico. Não tenho sombras de dúvida que auxilia”, avalia Najara Dantas.

Vívian Rafaela Chaves da Silvia, 31 anos, moradora de Terra Santa, é profissional da saúde, e tem duas semanas que está em tratamento contra Covid-19. “Essa videochamada é uma maneira de nos aproximarmos das pessoas que gostamos e deixar nosso coração mais calmo. Esse tratamento que estou passando mexe muito com nosso psicólogo. É muita reflexão”, ponderou.

Morador de Monte Alegre, paciente Luiz Fernando Verás Ribeiro: “Ferramenta permite nossa família ver nossa evolução no tratamento”

Já Luiz Fernando Verás Ribeiro, 35 anos, professor de história, morador de Monte Alegre, aproveitou a videochamada para tranquilizar a família e saber notícias da filha recém nascida. “Ferramenta que aproxima e permite nossa família ver nossa etapa de evolução no tratamento. É um choque que recebemos e força para vencer mais um dia”, relatou.

Edson Ferreira Amaral, 65 anos, morador de Santarém, explica que a ferramenta é importante para ele ter notícias da família. “Aqui dentro os médicos estão cuidando bem de mim, mas lá fora eles também precisam de cuidados. Aí no vídeo eu fico mais tranquilo de ver eles saudáveis. A preocupação é que não sabemos onde está doença está. É importante tomar cuidado”,, disse.

Para que a visita virtual aconteça, há uma avaliação e preparo prévios por parte da equipe multidisciplinar do hospital.  O trabalho inclui diálogos e acolhimento aos pacientes e familiares. O repasse do boletim médico diário é uma das formas de contato com a família.

O secretário de Saúde do Pará, Romulo Rodovalho, avalia que pessoas hospitalizadas apresentam várias formas de sentimentos quando estão nessa situação e o recurso da vídeochamada, feito de forma segura e à distância, ameniza esse o sofrimento na medida em que aproxima a família do paciente. “Essa ação proporciona carinho, afeto, respeito e sobretudo o conforto para famílias e pacientes internados. É uma forma de humanizar o tratamento nesse momento tão delicado”, ressalta o secretário.

Estrutura  – Com 60 leitos clínicos, a unidade hospitalar temporária está montada na Escola Maria Uchoa Martins, no bairro Floresta, a 800 metros do Hospital Regional do Baixo Amazonas. A unidade conta com sete enfermarias, com cinco leitos cada; uma enfermaria com 16 leitos e uma sala de estabilização, com quatro leitos.

Além dos 56 leitos clínicos e 4 de estabilização do Hospital de Campanha, em Santarém, o Governo do Pará também conta com o Hospital Regional do Baixo Amazonas no combate à pandemia, com a oferta de 96 leitos exclusivos para Covid-19, 71 dos quais de UTI e 25 clínicos.

Texto: Leonardo Nunes/Secom

Fotos: Marcelo Seabra/Ag.Pará

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