Videochamadas humanizam processo de tratamento contra a Covid-19 no Hangar

Almir Neto em chamada com a mãe

Desde o início da pandemia da Covid-19,  os hospitais da rede pública, do Governo do Estado, implementaram diversas medidas com o objetivo de proporcionar um atendimento humanizado. As equipes recorreram à tecnologia para aproximar pacientes e familiares, possibilitando a realização de videochamadas.

No Hospital de Campanha do Hangar, as videochamadas têm sido uma alternativa para aliviar a saudade e a preocupação de parentes de pessoas internadas. “Se afastar de pessoas queridas que fazem parte do nosso convívio nunca é fácil. Então, entendemos que qualquer demonstração de afeto e amor é um afago, tanto para quem está dentro quanto para quem está fora do hospital”, explica a gerente do hospital, Viviane Lesses.

A família da aposentada Francisca Andrade de Oliveira, de 75 anos, aguardava ansiosamente pelo encontro virtual.  “Vó, nós estamos aqui torcendo por sua recuperação, logo a senhora estará aqui com a gente. Vai dar tudo certo”, disse a neta Vanessa Andrade.

A implantação do projeto é voltada para pacientes internados nas enfermarias e as videochamadas ocorrem durante todos os dias. O familiar que desejar ter este momento precisa fazer a solicitação no setor de acolhimento e psicossociologia da unidade, no mesmo local onde os boletins diários são entregues, na entrada principal do Hangar.

De acordo com o secretário de Saúde do Pará, Romulo Rodovalho, pessoas hospitalizadas apresentam várias formas de sentimentos quando estão nessa situação e o recurso da vídeochamada, feito de forma segura e à distância, ameniza esse o sofrimento na medida em que aproxima a família do paciente. “Essa ação proporciona carinho, afeto, respeito e sobretudo o conforto para famílias e pacientes internados. É uma forma de humanizar o tratamento nesse momento tão delicado”, ressalta o secretário.

Oliveiros Gomes

O olhar marejado e a voz trêmula de Oliveiros Gomes, de 50 anos, não escondem a emoção e o alívio de ver que que a esposa, Suzana Sueli Furtado, 48, está bem e saudável. “É um privilégio ver quem você ama bem. Só a fisionomia já te fala muita coisa. Além do relato dela dizendo que está confortável e sendo bem tratada. Isso dá muita força. Eu agradeço muito por essa oportunidade e peço que não parem”, relata.

Atualmente, a unidade acolhe e cuida de 201 pacientes, sendo 77 em leitos de UTI. No total, 4.287 pacientes já foram atendidos, dos quais 258 foram transferidos, 2.859 receberam alta e 967 foram a óbito.  A taxa de ocupação do hospital é de 67% já a ocupação da UTI é de 77%. (Com informações do Alberto Dergan, da Organização Social Pró-Saúde).

Texto: Bruna Brabo/Sespa

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