Ação da Sespa alerta para o consumo excessivo de sal associado à hipertensão arterial

Fernando Bemerguy (´à esquerda), estudante de Nutrição da Unama, foi um dos palestrantes durante a ação.

Com o objetivo de alertar os servidores da Secretaria de Estado de Saúde Pública sobre o consumo do sal e suas relações com a hipertensão arterial, a equipe técnica da Coordenação Estadual de Nutrição realizou uma ação educativa em que foi abordado, ainda, o vínculo do sal com o aumento no risco de outras doenças crônicas, como as cardiovasculares e as renais.

Walkiria Moraes, coordenadora estadual de Nutrição da Sespa

Segundo Walkiria Moraes, coordenadora estadual de Nutrição da Sespa, a ação educativa foi alusiva ao Dia Mundial da Hipertensão Arterial, comemorado no dia 17 de maio. Na ocasião da abertura, ela lembrou que o consumo de sódio do brasileiro excede em mais de duas vezes o limite máximo recomendado pela OMS, de cinco gramas por dia. A média de consumo nacional é de 12 gramas, de acordo com os parâmetros da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF/IBGE) de 2008.

A associação do consumo excessivo do sal e suas implicações na alteração da pressão arterial predominaram na pauta de discussões, uma vez que pode causar aumento do coração, aneurismas e estreitamento nos vasos sanguíneos, mais comumente na aorta e artérias no cérebro, pernas e intestinos. E endurecimento precoce de artérias pelo corpo, especialmente no coração, cérebro, rins e pernas, as quais podem  causar ataque cardíaco, AVC, falha nos rins ou amputação de parte dos membros inferiores.

A ação contou com a participação de alunos de Nutrição da Universidade da Amazônia (Unama). Um deles, Fernando Bemerguy, citou os fatores de risco para a hipertensão e alertou ainda sobre o consumo de alimentos ricos em gordura, como as frituras, e em sódio, como carnes processadas (presunto, mortadela), temperos prontos e macarrão instantâneo. “Isso inclui os embutidos, enlatados, molhos prontos, salgadinhos de pacote, todos eles têm a sustância, por isso, é importante ler as informações contidas na tabela nutricional das embalagens antes de comprar qualquer alimento”, reforça.

A nutricionista Thaís Granado, da Sespa, alerta que os alimentos industrializados não são os únicos responsáveis pelo excesso de sal que é ingerido. “É preciso cuidar da maneira que preparamos os alimentos em casa e no que é consumido em restaurantes. E principalmente, deixar de adicionar o sal nos alimentos já prontos e isso significa retirar o saleiro da mesa”, explica.

A receita de sal de ervas foi ensinada durante a ação

Ainda segundo os expositores, é necessário romper com costumes “de família” de salgar demais a comida e adquirir o hábito de analisar os níveis de sódio informados nas embalagens, uma vez que 80% do consumo acontece involuntariamente, por meio de alimentos ultraprocessados.

Durante a ação, os universitários da Unama, formados ainda por Ana Cláudia Viana, Juliana Gonçalves e Rhaissa Ferreira, ensinaram uma receita de sal de ervas que ajuda a prevenir a hipertensão e que reúne alecrim, manjericão, salsa e orégano desidratados – como são vendidos em pacotinhos em supermercados, além do sal de cozinha. O conteúdo pode ser utilizado como tempero e substitui o sal comum.

Os ingredientes e o modo de fazer são os seguintes: meia xícara de sal; meia xícara de manjericão; meia xícara de orégano; meia xícara de salsinha e meia xícara de alecrim. Na sequência bata tudo no liquidificador e guarde em um pote de vidro bem fechado. Além de saboroso, garantem os universitários, a mistura reduz até a metade a quantidade de sal consumida.

Fotos de José Pantoja (Ascom/Sespa).

Você pode gostar...