Estado reabre Laboratório de Biologia Molecar em Santarém para diagnosticar e pesquisar a Covid-19

Reativação do laboratório é uma parceria do Estado com a Universidade Federal Oeste do Pará (Ufopa)

O diretor de Vigilância em Saúde da Sespa, Denilson Feitosa, explica que a reabertura do laboratório é uma estratégia do Estado para agilizar os resultados de exames realizados na região. De acordo com o diretor, com base no índice de infecção, o governo do Estado vai avaliar o cenário da epidemia e desenvolver as ações necessárias de enfrentamento ao coronavírus.

“Além de proporcionar aos pacientes o diagnóstico, com estas informações conseguimos planejar ações de vigilância sanitária. Neste primeiro momento, vamos trabalhar com uma média de 100 exames por dia, mas com previsão de aumentar a capacidade para 300. Importante destacar que as pessoas devem ir às urgências municipais, os serviços de saúde disponíveis em sua cidade, para lá os exames serem coletados a critério médico e enviado ao laboratório”, detalhou.

Labimol será um legado para Região Oeste  – O secretário Regional de Governo do Oeste do Pará, Henderson Pinto, afirma que está não será a primeira vez que o Laboratório de Biologia Molecular será utilizado pelo Estado no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus. Ele destacou, ainda, que o Governo do Pará definiu que o Labimol será utilizado como uma ferramenta estratégica na região, mesmo após a pandemia.

“O Labimol surgiu a partir do enfrentamento à pandemia da Covid-19 ainda no ano passado. Agora, em uma nova parceria com a Ufopa, vamos continuar fazendo os exames de PCR para identificação da Covid nas amostras que forem encaminhadas. Com isto, vamos melhorar o tempo de resposta e, ao invés de aguardar por até 15 dias para termos o resultado dos exames, teremos esse tempo reduzido para até 73 horas. A ideia é que, a partir desta parceria, o laboratório continue de forma definitiva atendendo toda Região Oeste do Pará”, afirmou Henderson.

Diagnósticos e pesquisas para identificar o vírus da Covid-19 em rio e esgoto  – O coordenador do Labimol e professor da Ufopa, Marcos Prado, destacou a importância estratégica entre Governo e Universidade para o avanço de pesquisa e estudos científicos que permitam identificar a presença do novo coronavírus em diferentes tipos de superfícies, rede de esgoto da cidade e em comunidades ribeirinhas de toda Região Oeste do Estado.

“Essa parceria é muito importante porque poderemos fazer os diagnósticos, mas também vamos utilizar o Labimol para atividades de ensino, pesquisa e extensão. Temos projetos que buscam o novo coronavírus em superfícies de diversos lugares, como também em esgoto doméstico e nas áreas ribeirinhas. A ciência é o único caminho para se ter a verdade dos fatos para uma melhor compreensão da doença e seus impactos. É a ciência que traz as respostas”, frisou.

“Com essa parceria com o Governo do Estado, vamos triplicar nossa capacidade e velocidade de atendimento aos municípios da Região Oeste do Pará, além do diagnóstico e pesquisas, também estamos procurando outras frentes de trabalho para auxiliar na vacinação”, informou o reitor da Universidade Federal do Oeste do Pará, Hugo Diniz.

Texto: Leonardo Nunes/Secom

Fotos: Marco Santos/Ag. Pará

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