Governo viabiliza produção de 3 mil protetores faciais para rede de saúde

Protetores faciais, conhecidos tecnicamente como máscaras Face Shields, são considerados importantes dispositivos para evitar a contaminação de agentes de saúde que atuam na linha de frente do combate à Covid-19. A necessidade de uso desse dispositivo nos hospitais, diante da dificuldade de aquisição no mercado em meio à pandemia, mobilizou o Governo do Pará a viabilizar a confecção de 3 mil máscaras de proteção facial, por meio de parceria entre a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) e o Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR). A etapa de produção foi concluída nesta quarta-feira (29), e os EPIs deverão ser distribuídos à rede de saúde do Estado.

Paola Reyes, diretora executiva do CIIRFoto: Maycon Nunes/Ag. Pará

De acordo com a diretora executiva do CIIR, Paola Reyes, os protetores foram confeccionados por servidores da Oficina de Produção de Próteses e dos demais setores do Centro, e por alunos voluntários da Empresa Junior de Engenharia Biomédica da Universidade Federal do Pará (UFPA). As máscaras são feitas de polipropileno expandido e acetato.

“Foi feita uma parte com impressão 3D e outra com insumos não impressos. A equipe da oficina ortopédica tomou a frente, mas montamos uma estrutura com equipes de todo o Centro para auxiliar nesta produção. Tivemos parceria com a Engenharia Clínica e com estudantes da empresa Junior da UFPA, que ajudaram a desenvolver o protótipo e a produção inicial”, disse Paola Reyes, que também reforçou a importância destes equipamentos atualmente.

“É um tipo de máscara que não é comumente usada no Brasil, e agora ganhou maior uso. Elas são dispositivos complementares de proteção individual que conferem mais segurança para os profissionais de saúde que vão trabalhar em atividades de maior aerolização, que dispersa uma maior quantidade de gotículas no ambiente. Ele confere mais proteção à equipe”, reiterou a diretora executiva do CIIR, instituição que oferta diversos serviços de assistência a pessoas com várias deficiências, como auditiva, física, intelectual e visual. O Centro é referência na produção de tecnologia assistiva (órteses e próteses) para pacientes com dificuldade locomotoras.

Segunda etapa – Além dessa iniciativa, essencial para proteção dos profissionais de saúde, o governo do Estado pretende produzir outros equipamentos necessários para tratamento de oxigenoterapia em pacientes com o novo Coronavírus.

“A próxima atividade a ser executada é a confecção de câmaras para a oxigenoterapia, seguindo um modelo que foi implantado em Manaus (Amazonas). Essas câmaras foram usadas para auxílio no suporte de oxigênio aos usuários que vão ficar internados, e conferem maior segurança e reabilitação para os usuários que não precisam ser entubados. Inicialmente, serão produzidas 50 câmaras”, adiantou Paola Reyes.

Texto: Jakie Carrera/Secom

Fotos: Maycon Nunes/Ag. Pará

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