Hospital de Campanha está com metade da ocupação e garantiu alta a quase 250 pacientes

Demétria e Alex enfrentaram a Covid-19 internados no Hospital de Campanha de Santarém, de onde saíram para uma nova vida a dois

Reativado em 18 de fevereiro por causa da nova alta de contaminações pela Covid-19, o Hospital de Campanha de Santarém (HCS) apresenta, neste momento, o cenário mais promissor na saúde pública do oeste do Pará, especialmente se comparado aos momentos anteriores: a taxa de ocupação tanto de leitos clínicos como de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) está em 50%, resultado da articulação de medidas adotadas pelo governo do Estado – incluindo o lockdown no primeiro trimestre do ano, para diminuir a pressão da pandemia sobre o sistema hospitalar.

Seguem internados 30 pacientes, dois dos quais em leitos de UTI. No total, 325 pacientes já foram atendidos, dos quais 38 foram transferidos para outras unidades, 248 receberam alta e onze foram a óbito. O titular da Sespa, Rômulo Rodovalho, confirma o sucesso do planejamento executado para dar conta do grande número de infectados pela doença, mortes, e demanda expressiva por leitos entre janeiro e março de 2021.

“No início deste ano, o governo do Estado, por meio da Sespa, montou uma série de estratégias para diminuir os casos da doença e dar mais assistência aos pacientes desses 14 municípios. A transferência de pacientes, o aumento no número de leitos e a reativação do HC de Santarém são algumas dessas ações, e nós estamos muito satisfeitos em ver que, neste momento, os casos nesta região estão diminuindo. No entanto, não vamos deixar de olhar pela população, pois esse trabalho é diário e constante”, avalia Rodovalho.

Aline Cunha, gestora do Hospital de Campanha de Santarém, comemora a enorme queda no número de pacientes em terapia intensiva, bem como as quase 250 altas e o baixo índice de óbitos. “O momento, sem dúvida, é melhor se comparado ao que já vivemos, mas ainda estamos longe de falar em estabilidade. Recebemos retorno sempre muito positivo dos pacientes em relação ao tratamento humanizado que dispensamos aqui, e que foi uma premissa, desde os momentos mais críticos. Há um ano na linha de frente da pandemia, a expectativa é que o quadro melhore, ajudando inclusive a diminuir a sobrecarga física emocional de todos, seja de quem cuida, seja de quem é cuidado. Queremos e precisamos muito baixar ainda mais o índice de infectados e de hospitalizados, e para isso a população precisa nos ajudar, colaborar com medidas de proteção”, recomenda.

O abraço carinhoso após a tensão da luta pela vida contra a Covid-19: Hospital de Campanha de Santarém já deu alta a 248 pacientes

A união de Alex Diniz e Demétria Flexa se manteve sobretudo durante o período em que ficaram hospitalizados, lutando contra o novo coronavírus. Eles tiveram alta no dia 1º de abril. “Podem ter certeza que eu vou rever minha vida, essa experiência mudou tudo na maneira como vamos conduzir daqui para frente. Aqui tem uma estrutura boa, as pessoas não precisam ter medo de vir para cá. Muitos poderiam ter se salvado vindo aqui em busca de atendimento”, confirmou a esposa, de mãos dadas com o marido ao deixar o hospital.

O HOSPITAL – O hospital de campanha, montado na Escola Estadual Maria Uchoa Martins, no bairro Floresta, a 800 metros do Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), tem 60 leitos clínicos, sete enfermarias – cada uma com sete leitos -; uma enfermaria com 16 leitos; uma sala de estabilização, com quatro leitos; posto de enfermagem; farmácia; almoxarifado; estar médico e de enfermagem; uma sala do Núcleo Interno de Regulação; necrotério; sala de paramentação; refeitório; cozinha; administrativo; vestiários femininos e masculinos; descanso equipe; faturamento; departamento pessoal; expurgo; psicossocial e resíduos. O hospital ajudou a descongestionar os leitos clínicos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e no HRBA, contribuindo para estabilizar o sistema de saúde da região.

Texto: Carol Menezes/Secom

Fotos: Marcelo Seabra/Ag. Pará

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