Hospital Galileu faz alerta sobre a importância do autocuidado masculino

Paciente em consulta com urologista no HPEG

Culturalmente, a população masculina dedica menos atenção aos cuidados relacionados à saúde. Dados divulgados pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), por meio do Relatório da Masculinidade e Saúde na Região das Américas, mostram que a expectativa de vida masculina é cerca de 5,8 anos menor que a feminina.

O câncer de próstata, por exemplo, é o tipo mais comum da doença entre os homens, representando 29% dos diagnósticos de câncer no país, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Para o urologista e cirurgião Gilflávio Normandes, que atua no Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), em Belém, “muitos homens perdem a oportunidade de salvar suas vidas por medo ou vergonha de procurar um médico”, ressalta.

“O autocuidado, tanto do homem quanto da mulher, é fundamental para prevenir doenças crônicas e degenerativas. Entretanto, em muitos casos, o homem acaba retardando a visita ao médico e a realização de exames periódicos importantes. É algo cultural, que precisamos combater”, explica o especialista.

O autocuidado é um fator fundamental para a descoberta precoce de doenças graves. “É importante manter as consultas e exames de rotina sempre em dia. Muitos deixam para buscar atendimento apenas quando os sintomas já estão presentes e a doença em estágio avançado”, afirma Gilflávio.

Para o especialista, não existe um período certo para a realização de exames periódicos. “Hoje em dia, temos importantes pontos nas políticas públicas relacionados a prevenção de doenças do sexo masculino, a campanha Novembro Azul é um exemplo. O objetivo é incentivar que todos procurem atendimento desde cedo”.

Nesse sentido, o secretário de Saúde do Pará, Rômulo Rodovalho, recomenda que os homens precisam procurar mais vezes os serviços de saúde, de forma a prevenir doenças antes que comprometam a cura.  “O homem precisa se cuidar para estar bem ao lado da sua família, pois a prevenção representa ganho de qualidade de vida”, disse.

Urologista Gilflávio Normandes

Covid-19 no sexo masculino  – Outras doenças tendem a ser mais perigosas nos homens, como por exemplo, o novo coronavírus. Dados do Ministério da Saúde, também divulgados em 2020, mostram que 54,4% dos hospitalizados por Síndrome Respiratória Aguda Grave, uma das consequências mais comuns da Covid-19, eram homens. Estudos internacionais apontam ainda que a mortalidade entre homens pela doença também é maior.

“Por isso ressalto a importância mantermos todas as medidas de prevenção preconizadas pelo Ministério da Saúde, tanto para os homens, quanto mulheres. Com o avanço da vacinação, esperamos que os números diminuam, mas evitar a transmissão do vírus é essencial”, finaliza Gilflávio.

Vale lembrar que medidas simples como lavar as mãos com frequência, manter uma distância segura de pessoas que estiverem tossindo ou espirrando e usar máscaras ainda são extremamente importantes para controlar a disseminação do vírus.

Texto: Rafaela Palmieiri/HPEG

Você pode gostar...