Hospital Regional do Baixo Amazonas cria “Espaço da Gratidão” na luta contra o câncer

Entrega do Espaço da Gratidão no setor de Radioterapia do HRBA – Foto Comunicação Pró-Saúde

O Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), no oeste do Pará, inaugurou nesta sexta-feira (11) o “Espaço da Gratidão”, que, integrado ao “Sino da Vitória”, garante aos pacientes que superaram o câncer um momento de celebração.

A iniciativa é da equipe de Radioterapia do HRBA, unidade do Governo do Pará gerenciada pela entidade filantrópica Pró-Saúde. O Sino da Vitória anuncia quando um paciente finaliza o tratamento oncológico e existe no HRBA desde 2019, como parte das ações de humanização do hospital.

Além de demonstrar a conquista e recuperação da doença, ao tocar o sino o paciente também manifesta a esperança pelo recomeço de uma nova vida. Ao todo, 429 pacientes já tocaram o sino no HRBA até o momento.

“Por meio do Espaço da Gratidão queremos proporcionar carinho, amor e acolhimento. Esse local é uma homenagem aos pacientes e um agradecimento por terem dividido sua jornada com toda a equipe”, comenta Patrícia Mineiro, radioterapeuta e responsável técnica pelo setor de Radioterapia do HRBA.

Wanderlúcia Ramos toca o “Sino da Vitória” e inaugura o “Espaço da Gratidão”, após concluir as sessões de radioterapia contra o câncer

Wanderlúcia Ramos Ruiz, 59 anos, foi a primeira paciente a tocar o sino no “Espaço da Gratidão” e avalia que concluir as sessões de radioterapia, após mais de um ano em tratamento, foi uma grande vitória. Ela lutava contra um câncer de mama.

“Eu venci! Descobri o câncer em junho de 2019, em dezembro iniciei o tratamento com quimioterapia, retirei a mama totalmente e hoje finalizo minhas 28 sessões de radioterapia. É uma bênção, é a maior felicidade que a gente pode alcançar”, disse.

Wanderlúcia seguirá recebendo acompanhamento por meio do ambulatório oncológico do HRBA, com a realização de exames periodicamente. O registro fotográfico do momento em que o sino é tocado é feito por um profissional do hospital e, posteriormente, enviado ao paciente.

REFERÊNCIA- Patrícia Mineiro explica que a radioterapia é um dos últimos tratamentos a serem executados na trajetória de tratamento dos pacientes com câncer. Ela acrescenta que “cerca de 50% a 70% dos pacientes oncológicos irão precisar de radioterapia em algum momento do tratamento oncológico”.

Referência em oncologia no Norte do Brasil, o Hospital Regional do Baixo Amazonas atua no atendimento de média e alta complexidades para 30 municípios no Pará, de forma 100% gratuita pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

“Através desse espaço, demonstramos o interesse de toda equipe multiprofissional do HRBA em alcançar a cura junto com cada paciente. É a esperança de terminar o tratamento e obter o sucesso esperado”, reforçou Marcos Fortes, cirurgião oncologista e chefe do Serviço de Oncologia do hospital.

Para o secretário de Estado de Saúde Pública, Rômulo Rodovalho, a humanização é importante porque, ao se sentir acolhido pela equipe de profissionais de saúde, sem dúvida, o paciente tem maior adesão ao tratamento. “A iniciativa de criar esse espaço é bem-vinda porque a humanização e acolhimento proporcionam equilíbrio e bem-estar emocional que são fundamentais para a superação de qualquer doença, cujo tratamento seja de longa duração como é o caso do câncer”, comentou.

Na região Amazônica, o HRBA foi o primeiro hospital a obter o certificado da Organização Nacional de Acreditação com o nível máximo de qualidade, a ONA 3 – Acreditado com Excelência, sendo reconhecido como um dos dez melhores hospitais públicos do Brasil.

“Essa é a missão do Governo do Pará e da Pró-Saúde, prestar uma assistência resolutiva, segura e acima de tudo humanizada, trazendo o paciente para o centro do cuidado, fazendo ele se sentir importante. Aqui temos pessoas cuidando de pessoas e esse é nosso bem maior”, afirma o diretor administrativo e financeiro, Bruno Rezende.

O “Espaço da Gratidão” também é uma homenagem à precursora do serviço de Radioterapia do HRBA, a médica Izabel Fernandes Campos, vítima da covid-19, em Belém.

Texto: Anna Karla Lima/HRBA

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