Mais de cinco mil pacientes são curados da Covid-19 nos hospitais de referência do Estado

Para os pacientes que precisam de internação hospitalar depois de semanas, voltar curado para casa é como nascer de novo. Foi esse o sentimento de Josyane Pantoja,  mãe do estudante Mauro dos Santos, de 16 anos, que esteve internado por sete dias no Hospital Regional de Castanhal. Ele foi recebido pela mãe que, de joelhos, agradecia a cura do filho. “Somos de Barcarena e meu filho agravou muito, não conseguia nem falar pela dificuldade de respirar quando foi internado. Ele completou 16 anos dentro do hospital, e ver ele curado foi um milagre, graças ao atendimento hospitalar que foi excelente desde a recepção até o momento da alta. Só tenho a agradecer para toda a equipe”, disse.

Assim como a família de dona Josyane, as famílias de outros 5 mil paraenses também receberam com emoção a volta de seus familiares que receberam  alta dos cinco hospitais de campanha do Governo do Estado nos últimos 12 meses.

São milhares de famílias que estão sendo tratadas por centenas de profissionais de saúde, que também são aguardados em casa por seus familiares, e que também desejam a vacinação em massa para frear o avanço da doença.

Para o secretário de Saúde do Pará, Romulo Rodovalho, a recuperação de cada paciente pós Covid-19 é uma vitória para toda a equipe de saúde. Em um ano de pandemia, ele reforça que o tratamento ainda comporta desafios, devido à agressividade da doença. “Ficamos felizes pelos recuperados, mas ainda assim precisamos manter o alerta para que todos se cuidem e evitem a exposição excessiva, pois ainda estamos passando por uma pandemia”, explica, ao reforçar que a população deve ampliar os cuidados de prevenção para a doença. “Entre as principais medidas de precaução estão: uso de máscaras, distanciamento social e higienização frequente das mãos”, complementa.

O médico intensivista, Michel Zigmantas, do Hospital Regional de Castanhal, tem uma rotina com escala de trabalho de 12 a 36 horas diárias de trabalho, no atendimento de uma média de 40 pacientes de Unidade de Tratamento  Intensivo (UTI). “O momento da alta é o mais especial, pois atendemos pacientes em estado grave, por isso, quando conseguimos tirá-los da condição, ficamos gratificados, principalmente de dentro das UTIs de Covid, onde a mortalidade gira em torno de 60% a 70% dos pacientes, por se tratarem de pessoas em estado crítico da doença. Não se trata de um simples paciente. É um pai de família, um filho que toda a família quer de volta curado em casa”, diz o médico.

Coragem também faz parte da rotina dos profissionais da linha de frente do enfrentamento à Covid 19, a  enfermeira Ana Carolina Gouveia entrou no combate à pandemia bem no início, mas nunca pensou em desistir do trabalho. “Medo não foi páreo para a minha vontade de ajudar com aquilo que eu preparada para fazer. Fui a primeira enfermeira da UTI do Hospital de Campanha, tudo era novo; os métodos de intubação eram diferentes para o que eu estava adaptada, mas superamos os desafios com coragem e hoje ao ver pacientes recebendo alta, sei que todo meu esforço e dedicação foram recompensados”, diz emocionada.

Somente nesta quinta-feira, 25, a Secretaria de Estado de Saúde (Sespa) informa que o Hospital Campanha de Belém está atendendo 343 pacientes, sendo 118 em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No total, 4.777 pacientes já foram atendidos, destes 3.299 receberam alta, e outros 1.701 pacientes tiveram alta médica dos outros 4 hospitais de referência no tratamento da Covid: Abelardo Santos e Galileu (em Belém) e hospitais de campanha de Castanhal e Santarém.

Texto: Kátia Aguiar/Setran

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