No mês da campanha Abril Marrom, especialista do CIIR orienta sobre saúde ocular

Paciente em consulta com a médica Maria Maeva (*foto tirada antes da pandemia)

A campanha “Abril Marrom” foi criada para instigar e alertar a população sobre a importância de cuidados com a saúde ocular para prevenir a cegueira. No Pará, a população conta com o Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR) como um forte aliado da saúde ocular.

Os usuários que fazem reabilitação visual são atendidos por equipe multiprofissional composta por fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, pedagoga e psicólogo, que é responsável pela avaliação global em baixa visão. Na avaliação, são atendidos os pacientes indicados pela oftalmologista e, após isso, são encaminhados para reabilitação e às demais demandas necessárias, de acordo com a avaliação da equipe.

Dentre todas as deficiências, a mais comum é a visual, que atinge 3,5% da população, ou seja, 6,5 milhões de pessoas. Na região Norte, há registros de quase 575 mil com esse tipo de deficiência, o que corresponde a 3,6% dos habitantes. A informação é do último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As estatísticas reforçam a necessidade de visitar periodicamente o oftalmologista, já que o levantamento mostra ainda que 528.624 pessoas no país são incapazes de enxergar (cegos); 6.056.654 pessoas possuem baixa visão ou visão subnormal (grande e permanente dificuldade de enxergar); cerca de 29 milhões declararam possuir alguma dificuldade permanente para enxergar, ainda que usando óculos ou lentes.

Segundo a oftalmologista do Centro de Reabilitação, Maria Maeve Vasconcelos Born Muniz, especialista em baixa visão, a melhor forma de prevenção é a visita ao profissional anualmente ou antes, caso necessário. “O ‘Abril Marrom’ é importante para trazer consciência à população e informação sobre procurar o médico oftalmologista, como forma de prevenir doenças oculares que podem causar cegueira”, diz.

Conforme a especialista, as doenças oculares que podem levar à cegueira ou baixa visão são inúmeras, mas a oftalmologista destacou como sendo as comuns nos adultos a catarata senil ou pós-trauma, DMRI, retinopatia diabética, doença de Stargardt, retinose pigmentar, entrecortaras.

“Em crianças, a retinopatia da prematuridade e a catarata congênita são as mais recorrentes. Mas é importante ressaltar que todas as faixas etárias são passíveis de doenças oculares”, alerta a médica.

Para o usuário do CIIR, Luciano Lima, 38 anos, a indicação para procurar o Centro partiu de um médico que o atendia em outro local. Na época, Luciano morava em Fortaleza e já estava pleiteando uma transferência do trabalho para Belém. A vinda para a capital paraense possibilitou o acompanhamento e tratamento do seu problema visual na unidade.

“A doutora Maeva é fantástica. Eu só tenho a agradecer a ela, por meio do CIIR, e ao governo do Estado. Espero que este Centro nunca deixe de existir, essa assistência está fazendo a diferença, de forma positiva, no sentido de me fazer descobrir quais são os meus limites, e como superá-los para ter qualidade de vida”, declarou o usuário.

No CIIR, na reabilitação visual, estão inclusos os serviços de treinamento de auxílios ópticos, orientação e mobilidade, atividades de vida diária e estimulação visual. O treinamento de auxílios ópticos é realizado pela psicopedagoga, onde são usados lupas, telelupas, auxílios não ópticos, entre outros.

Já o treino de orientação e mobilidade, no CIIR, é diferenciado. A atividade é composta por educador físico, terapeuta ocupacional e fisioterapeuta, e, antes de começar o treinamento, o usuário é avaliado pelo educador físico, que verifica quais as demandas precisam ser trabalhadas, tais como força e equilíbrio, porque o deficiente visual apresenta dificuldades na marcha.

“O CIIR contribui sobremaneira com a saúde ocular dos paraenses. É um centro altamente especializado, com profissionais de todas as áreas capacitados e treinados. É muito gratificante para o profissional entregar algo de tamanha qualidade para seu paciente”, ressalta Maeve.

“Esse tipo de atendimento é mais um exemplo do diferencial do serviço do SUS realizado pelo CIIR no Pará, ou seja, o atendimento é feito por uma equipe multidisciplinar que trabalha de forma integrada e consegue garantir uma maior independência e qualidade de vida às pessoas com deficiência visual, o que é raro de se ver em serviços privados de saúde”, disse o secretário de Estado de Saúde Pública, Rômulo Rodovalho.

Atendimento – Os usuários podem ter acesso aos serviços por meio de encaminhamento das Unidades de Saúde, via Central de Regulação de cada município, que por sua vez encaminhará à regulação estadual, onde o pedido será analisado conforme o perfil do usuário, através do Sistema de Regulação (Sisreg).

Serviço:

O CIIR funciona em um prédio na Rodovia Arthur Bernardes, 1000. Mais informações: (91) 4042-2157/58/59.

Texto: Joelza Silva/CIIR

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