Palhaçoterapia virtual é o novo sucesso entre pacientes do Hospital Galileu

Vera Lúcia, de 47 anos, foi a primeira a participar

Pacientes do Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), em Belém, agora contam com mais uma iniciativa humanizada de atendimento: a palhaçoterapia virtual. Usando um nariz vermelho e maquiagens características, palhaços voluntários estão realizando chamadas de vídeos com pacientes internados, proporcionando um momento de distração e alegria.

A primeira sessão aconteceu no início de fevereiro, e fez sucesso nas enfermarias. Vera Lúcia, de 47 anos, foi a primeira a participar. Ansiosa, a produtora rural não conseguia conter os risos. “Achei a ideia diferente e legal. As palhaças são engraçadas e conseguiram me fazer rir bastante”, disse Vera.

Além de Vera, Nilzabete dos Santos também participou da sessão. Para ela, “foi, sem dúvidas, um momento de distração. Como já estou há quase um mês internada aqui, isso faz muita diferença”, agradeceu a paciente.

A palhaçoterapia virtual é a extensão de uma atividade que já acontece desde 2018 no HPEG com palhaços voluntários. Por conta da pandemia, tiveram que ser suspensas. “Os cuidados com nossos usuários são necessários e precisam continuar, mesmo em um período pandêmico”, explica Lidiana Sousa, supervisora de humanização.

“As atividades lúdicas fazem parte de nossa assistência humanizada e auxiliam no processo de recuperação do nosso usuário. Por isso, novas estratégias foram pensadas para proporcionar esse contato com nosso paciente”, acrescentou.

Para a psicóloga clínica Lohana de Paula, as práticas lúdicas voltadas aos pacientes são de extrema importância. “Precisamos oferecer momentos e atividades que possam gerar bem-estar aos usuários e seus acompanhantes. A palhaçoterapia fará com que, naquele momento, o paciente não pense na doença e sim se distraia”, explica.

O grupo responsável em promover a terapia no HPEG é a trupe ver-o-riso, nome alusivo ao ver-o-peso, famoso ponto turístico de Belém do Pará. Composto por 18 palhaços voluntários, eles realizam atividades no hospital desde 2018.

“O trabalho do palhaço dentro do hospital auxilia o tratamento de uma forma diferente, por meio do riso. Quando conseguimos levar o riso para dentro do hospital, além de liberar os hormônios da felicidade, quebramos a rotina hospitalar e toda a preocupação em torno do seu tratamento”, explica Ana Flávia Maciel, estudante do curso de medicina veterinária que atua como palhaça voluntária na trupe há 5 anos.

Além do HPEG, a trupe de palhaços atua semanalmente em outros hospitais públicos. O Galileu está sendo pioneiro no formato por vídeo chamada.

Texto: Rafaela Palmieri/HPEG

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