Policlínicas itinerantes já atenderam mais de 66 mil pessoas em Belém

Medida tomada pelo governo do Estado desde o início da pandemia da Covid-19, as policlínicas itinerantes têm garantido o atendimento de casos suspeitos, leves e moderados da Covid-19 e de outras síndromes gripais, evitado o agravamento da doença e a internação hospitalar.

Desde quando foram retomadas em Belém, no mês de setembro de 2020, pouco mais de 66 mil pessoas foram atendidas pelos pontos do serviço, cujos atendimentos são atualmente oferecidos nas unidades móveis instaladas no estacionamento do Hangar e no Mangueirão, como também no Núcleo de Esporte e Lazer (NEL), da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

Para ser atendido nesses locais, o paciente não precisa de encaminhamento: basta levar um documento de identificação oficial. Lá, ele é encaminhado à triagem, onde é verificada a oxigenação do sangue e a pressão arterial. Caso haja necessidade, o paciente é encaminhado ao médico de plantão, que solicita os exames complementares e já fornece a receita com os medicamentos indicados para o tratamento dos sintomas. Todos os testes de RT-PCR são encaminhados ao Laboratório Central do Estado (Lacen). A equipe responsável liga para o paciente para que busque o resultado.

A unidade da Policlínica Itinerante no Mangueirão atende de segunda a sábado, das 8h às 17h, com limite de 250 atendimentos diários. Já a Policlínica Itinerante instalada no estacionamento do Hangar, com limite de 300 atendimentos diários, o serviço ao público prossegue de segunda a sábado, das 8h às 17h, e aos domingos, de 8h às 13h, com entrada pelo estacionamento, com acesso pela rua Brigadeiro Protázio. Já os atendimentos no NEL são oferecidos das 8h às 17h, de segunda a sábado; e aos domingos, das 8h às 13h. No período de 08 a 17 deste mês, já foram atendidas 1.668 pessoas.

Caso o paciente chegue a um desses locais e o limite de consultas já tenha sido atingido, a recomendação é que busque atendimento em outra Policlínica, procurar a mesma unidade no dia seguinte ou buscar atendimento em unidades de saúde do município, como as Unidades Básicas, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e prontos-socorros, atrelados às prefeituras, que são a porta de entrada para a assistência à doença.

Para o secretário de Saúde do Pará, Romulo Rodovalho, as estratégias criadas pelo Governo do Estado, voltadas para o enfrentamento da Covid-19, com o advento das policlínicas, são formas de amenizar as internações hospitalar por meio da atenção a casos leves e moderados ainda no estágio inicial da doença. “Por mais que o resultado seja negativo para Covid-19, todos devem continuar mantendo as recomendações de distanciamento social, a higiene constante das mãos com álcool em gel e o uso da máscara”, enfatiza.

O titular da Sespa reforça ainda que, mediante o período chuvoso, é fundamental que a população evite frequentar ambientes fechados, com pouca circulação de ar e muitas vezes aglomerados. “Essas condições são propícias para transmissão de vírus respiratórios, como é o caso da própria Covid-19”, alerta.

O balanço das policlínicas itinerantes, reiniciadas em setembro de 2020, em Belém totalizaram, até o momento, o atendimento de 66.178 pessoas. Inicialmente, foram oferecidos nas escolas estaduais José Valente Ribeiro e Arthur Porto e nas Unidades de Saúde da Pedreira e do Reduto. Hoje, permanecem em três pontos: Hangar, com 22.139 mil atendimentos até 17 de fevereiro; Mangueirão, com 12.463 pessoas atendidas até o dia 17, e NEL, que já atendeu 1.668 pessoas no período de 08 a 17 deste mês.

A Sespa também esclarece que a Policlínica Metropolitana, situada na avenida Doutor Freitas com Almirante Barroso, em Belém, retomou seu perfil de atendimento ambulatorial em mais de 40 especialidades desde o dia 02 de julho e que desde então não tem mais atendido pacientes suspeitos de Covid-19, como ocorreu em maio e junho de 2020.

Em relação ao atendimento no hospital de campanha do Hangar, as internações de pacientes com Covid-19 só ocorrem mediante encaminhamento feito pelas Secretarias Municipais de Saúde em articulação com a Central de Regulação de Leitos da Sespa.

Texto: Mozart Lira/Sespa

Fotos: Alex Ribeiro/Ag. Pará

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