Saiba como manter os cuidados com a alimentação dos bebês e crianças na ceia de Natal

A ceia de Natal é sinônimo de fartura e variedade de alimentos e bebidas, pois as famílias decoram a mesa com uma diversidade de pratos. Mas, no caso de bebês e crianças, é preciso estar atento aos tipos de refeições da ceia e aos males dos excessos durante essa data especial.

De acordo com Suellen Fernandes, pediatra do Hospital Materno-Infantil de Barcarena Dra. Anna Turan, (HMIB), existem cuidados e comidas mais adequadas para os pais introduzirem na alimentação dos bebês e crianças. Esses cuidados são importantes e ajudam a aproveitar melhor o período natalino com atenção a cada fase infantil.

“Na ceia de Natal, com tantas refeições, os pais podem ter dificuldade em resistir e oferecer muitas comidas aos filhos. É preciso ter cuidado com a quantidade, também com os tipos de alimentos, horários das refeições e atenção aos ingredientes devido possíveis reações alérgicas”, ressalta a especialista.

Alimentação para recém-nascidos e bebês até 6 meses – De acordo com a profissional, para os bebês com menos de seis meses, o ideal é manter a amamentação exclusiva e por livre demanda, e evitar água ou chás misturados ao alimento, pois muda a composição do leite humano.

“O leite materno é o alimento mais completo que o bebê pode receber, pois garante todos os nutrientes que ele precisa. No caso de dificuldades no aleitamento materno a mãe deve procurar o pediatra antes de introduzir qualquer outra alimentação nessa idade”, destaca Suellen.

Bebês de 6 meses até 2 anos – A alimentação, principalmente no primeiro ano, é fator determinante na saúde da criança e na formação da sua imunidade, segundo Simone Sakairi, nutricionista do HMIB. A profissional destaca que a amamentação continua, mas a introdução alimentar pode começar com alimentos pastosos e água.

“Para o Natal, papinhas de peru ou sopinha com chester desfiado é uma ótima sugestão, em quantidades pequenas, entre 100 a 200ml, mas é preciso ter atenção com os temperos, preferir in natura, e gorduras antes da preparação. E atenção aos sinais de fome do bebê devido o horário da ceia ser diferente do habitual”, explica.

De acordo com a nutricionista, a partir de 1 ano pode ser acrescentada uma sobremesa ao prato do bebê, mas é preciso evitar o açúcar. “Com damasco, uva passa, ameixa e maçã por exemplo, os pais podem criar papinhas doces, saladas de frutas amassadas ou sucos. São alimentos ricos em vitaminas, fibras e minerais, e auxiliam no crescimento”, afirma.

A partir de 2 anos – A nutricionista explica que essa fase de desenvolvimento humano é influenciada por fatores nutricionais e metabólicos, que contribuem para a saúde até na vida adulta. A criança desenvolve, ainda mais, a capacidade de selecionar os alimentos a partir de sabores, cores, experiências sensoriais e texturas.

“Podemos introduzir nessa idade as oleaginosas em pedaços pequenos, evitando riscos de engasgamento. Fazer um prato bem colorido com frutas diferenciadas, arroz colorido, salada triturada, uma proteína desfiada para auxiliar na mastigação e um suco, pois são alimentos com vitaminas, ferro, cálcio e demais nutrientes”, indica.

Já Suellen acrescenta que a ceia do Natal pode trazer diversidade e criatividade para o momento da celebração. Além de compor uma relação dos nutrientes importantes para o desenvolvimento da criança, os pais podem garantir a diversão com a imaginação.

“Se por um lado os pais podem evitar refrigerantes, frituras, doces em excesso, conservantes, embutidos e enlatados, por outro lado, podem aproveitar legumes, verduras e frutas para criar desenhos e decorar os pratos para as crianças, aproveitando o colorido do Natal”, destaca.

O Hospital Materno-Infantil de Barcarena Dra. Anna Turan está localizado a 114 km distante da capital Belém. A unidade pertence ao Governo do Estado do Pará, sendo referência no atendimento de média e alta complexidades para gestantes e bebês de 11 municípios do Baixo Tocantins, prestando atendimento 100% gratuito por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Texto: Adrielle Sousa/HMIB

Foto: Pixabay

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