Sespa articula vacinação de 85 estudantes indígenas da UFPA

O estudante Rodrigo Nascimento, da etnia Wai Wai, e oriundo da aldeia Ampuera, da região Oeste do Pará, agradeceu ao governo do Estado pela iniciativa de atender os indígenas universitários

Oitenta e cinco estudantes indígenas da Universidade Federal do Pará (UFPA) foram vacinados nesta quarta-feria, 14, contra a Covid-19, mediante articulação da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) e da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), atrelada ao Ministério da Saúde (MS), que cedeu a sede do Distrito Sanitário Especial Indígena Guamá Tocantins (Dsei Guatoc), em Belém, e disponibilizou de profissionais de saúde para a aplicação da primeira dose da vacina Astrazeneca.

A técnica da Coordenação Estadual de Saúde Indígena e Populações Tradicionais da Sespa, Eliene Rodrigues Putira Sacuena.

“São indígenas que residem em territórios e no momento estão em Belém em razão dos estudos. Em alguns casos, foram vacinados também os familiares, que são acompanhantes deles na capital. Em articulação com a Universidade e a Sesai, oportunizamos a vacinação dessas pessoas”, explica a técnica da Coordenação Estadual de Saúde Indígena e Populações Tradicionais da Sespa, Eliene Rodrigues Putira Sacuena, que na ocasião .  Durante a atividade, a UFPA ainda disponibilizou 85 testes rápidos para detecção de Covid-19.

Para Putira, foi um momento histórico, visto que vários órgãos públicos se articularam para atender os estudantes e suas famílias. Uma das vacinadas foi a estudante do quinto semestre de Psicologia, Caroline Machado, da etnia Juruna, de Altamira. “Apesar do nervosismo, dessa questão de sentir dor, me senti aliviada por ser atendida por toda a estrutura oferecida pelo Sistema Único de Saúde. Estou agradecida, de verdade”, destacou.

O estudante de Ciências Biológicas, Rodrigo Nascimento, da etnia Wai Wai, e oriundo da aldeia Ampuera, da região Oeste do Pará, agradeceu ao governo do Estado pela iniciativa de atender os indígenas universitários. “Todos devem se cuidar e a vacina vai amenizar a disseminação dessa doença. A pessoa que tiver indicação pra tomar, que busque tomar suas doses. É uma questão de sobrevivência”, diz ele, que foi acompanhada pela esposa, Lila Flores, da etnia Ticuna, oriunda do Estado do Amazonas.

Lila Flores, da etnia Ticuna, oriunda do Estado do Amazonas, esposa do estudante Rodrigo Nascimento, ambos vacinados

Rodrigo também afirmou que a população indígena acredita na ciência e nas vacinas contra o novo coronavírus. O universitário aprovou o fato de os índios serem incluídos no grupo prioritário e ressaltou a importância da continuidade da vacinação para todos.

Os estudantes indígenas vacinados pela equipe da Sespa receberam a primeira dose da vacina Astrazeneca, com a indicação da segunda dose a ser aplicada no mesmo local daqui a 60 dias.

De acordo com o Vacinômetro da Sespa, dos 23.827 indígenas aptos para serem vacinados contra a Covid-19  no Pará, 10.581 já receberam a primeira dose. Desses, 7.063 já passaram pela segunda aplicação.

Fotos: José Pantoja (Ascom/Sespa)

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