Sespa inicia reorganização da Rede de Atenção à Pessoa com Autismo

Reunião no Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR)

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), por meio da Coordenação Estadual de Políticas para o Autismo, iniciou pelo Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR) o processo de reorganização da Rede de Atenção à pessoa com autismo no Pará.

A primeira reunião entre a Sespa e o CIIR foi realizada na última sexta-feira (14),e tratou não só sobre a ampliação de vagas e melhor aproveitamento dos espaços, mas principalmente para a adequação do atendimento à Lei nº 9.061/2020, assinada pelo governador Helder Barbalho, que instituiu a Política Estadual de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (PEPTEA).

Segundo a coordenadora estadual de Políticas para o Autismo Nayara Barbalho, o atendimento de toda a rede precisa incorporar as práticas baseadas em evidências científicas. “O CIIR e todas as unidades que atendem pessoas com autismo precisam utilizar, tanto para diagnóstico quanto para intervenção, os protocolos que são baseados em 28 práticas com evidências científicas mundialmente reconhecidas”, explicou.

Além de Nayara Barbalho e as assessoras de política para o Autismo Lia Mendes e Paloma Mendes, participaram de reunião, a diretora técnica da Sespa, Maitê Gadelha, o diretor de Desenvolvimento e Auditoria dos Serviços de Saúde, Guilherme Mesquita; e a professora da Ufra, Flávia Marçal, que compõe o Grupo de Trabalho para o Autismo. Já o CIIR esteve representado pelo diretor de Operações, José Neto; pela diretora executiva, Paola Reyes; e pela diretora técnica Fabrícia Maciel.

Nayara Barbalho informou, ainda, que o Centro Especializado de Atenção ao Transtorno do Espectro Autista (Cetea), que está sendo construído, vai funcionar como um modelo de referência e o CIIR já vai iniciar a prática desse modelo.

A proposta da Coordenação Estadual é ampliar o número de usuários atendidos e implementar o atendimento baseado na Análise do Comportamento. Nayara Barbalho ressaltou que a adequação acontecerá de forma gradativa e com diálogo com as famílias dos usuários atendidos no CIIR. “Obviamente haverá um período de transição para os pacientes que já estão sendo atendidos lá. Nós vamos conversar com as famílias”, assegurou a coordenadora estadual.

Cetea – O Centro funcionará no antigo prédio da Sespa, na Rua Presidente Pernambuco será destinado ao acolhimento e atendimento especializado aos autistas e suas famílias e também para a formação e qualificação de profissionais para atuarem nessa área no Estado.

Texto e fotos: Roberta Vilanova/Sespa

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