Sespa recomenda atualização do calendário de vacinação a crianças a adolescentes

Devido ao período chuvoso no Pará, sobretudo entre os meses de janeiro e março, e a permanência do alerta aos riscos da Covid-19 e das demais síndromes respiratórias, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) recomenda atenção para a atualização do calendário de vacinação na faixa etária de zero a 18 anos, a fim de assegurar a prevenção de outras doenças durante a pandemia.

Os cuidados com a Covid-19 também influenciam na prevenção de outras patologias e viroses. O uso de máscaras por crianças de mais de dois anos de idade e o zelo para evitar os criadouros de mosquitos, a fim de prevenir as infecções por dengue, são condutas de higiene essenciais a serem tomadas pelos pais e responsáveis, uma vez que as crianças estão passando mais tempo em casa.

A título de prevenção, o Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), disponibiliza 18 vacinas para crianças e adolescentes que são ofertadas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) gratuitamente.

“As salas de vacina estão funcionando para vacinação de rotina de acordo com os expedientes adotados pelas Secretarias Municipais de Saúde, que são responsáveis pelas estratégias de aplicação das doses. A recomendação a todas é que sigam todos os protocolos sanitários para a Covid-19 a fim de que a vacinação ocorra com segurança”, informa a coordenadora da Divisão de Imunizações da Sespa, Jaíra Ataíde.

Conheça, na sequência, cada uma das 18 vacinas oferecidas às crianças e adolescentes conforme o Calendário Nacional de Vacinação brasileiro:

BCG: A vacina protege contra formas graves de tuberculose e deve ser administrada uma dose única ao nascer.

Hepatite B – Imuniza contra a hepatite B. Deve ser administrada, por via intramuscular, uma dose ao nascer, o mais precocemente possível, nas primeiras 24 horas, preferencialmente nas primeiras 12 horas após o nascimento, ainda na maternidade.

DTP+Hib+HB (Penta) – Vacina utilizada no combate à difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenzae B e hepatite B. Devem ser administradas, por via intramuscular, três doses, aos dois, quatro e seis meses de idade, com intervalo de 60 dias entre as doses, mínimo de 30 dias.

Poliomielite 1, 2, 3 (VIP – inativada) – A vacina é administrada em três doses e é composta pelo vírus inativado tipos 1, 2, e 3 no combate à poliomielite. A primeira dose dever ser administrada aos dois meses, a segunda aos quatro meses e a terceira dose aos seis meses de vida da criança. A orientação é aplicar injeção em intervalo máximo de 60 dias e o mínimo de 30 entre uma e outra por via intramuscular.

Pneumocócica 10 valente (Pncc 10) – Vacina administrada no combate às pneumonias, meningites, otites e sinusites. Consiste na administração de duas doses e um reforço, sempre por via intramuscular. A primeira deve ser aplicada aos dois meses de idade, a segunda aos quatro e o reforço aos 12 meses.

Rotavírus humano G1P1 (VRH) – Protege contra a diarréia causada pelo rotavírus. Devem ser administradas duas doses, aos dois e quatro meses de idade, por via oral.

Meningocócica C (conjugada) – Protege contra a meningite meningocócica tipo C. Devem ser administradas, por via intramuscular, duas doses, aos três e cinco meses de idade e um reforço aos 12 meses.

Febre Amarela – Deve ser administrada, por via subcutânea, uma dose aos nove meses de vida e uma dose de reforço aos quatro anos de idade.

Poliomielite 1 e 3 (VOP) – A vacina protege contra o poliovírus tipo 1 e 3 e, é administrada como reforço, por via oral, sendo o primeiro realizado aos 15 meses e o segundo aos quatro anos de idade.

Difteria, Tétano e Coqueluche – É administrada como reforço, por via intramuscular, sendo o primeiro realizado aos 15 meses e o segundo aos quatro anos de idade.

Sarampo, Caxumba e Rubéola – A primeira dose deve ser administrada, por via subcutânea, aos 12 meses de idade e o esquema de vacinação deve ser completado com a administração da vacina tetra viral aos 15 meses de idade (corresponde à segunda dose da vacina tríplice viral e à primeira dose da vacina varicela).

Sarampo, Caxumba, Rubéola e Varicela (SCRV) – Corresponde a segunda dose da vacina tríplice viral e deve ser administrada aos 15 meses de idade por via subcutânea.

Hepatite A – A vacina que combate a doença de mesmo nome é um antígeno do vírus da hepatite A, inativada. Deve ser administrada uma dose aos 15 meses de idade por via intramuscular.

Varicela – Deve ser administrada, por via subcutânea, uma dose aos quatro anos de idade. Corresponde à segunda dose da vacina varicela, considerando a dose de tetra viral aos 15 meses de idade.

Diftéria e Tétano (dT) – Deve ser administrada, por via intramuscular, a partir de sete anos de idade. Se a pessoa estiver com esquema vacinal completo (três doses) para difteria e tétano, administrar uma dose a cada 10 anos após a última dose.

Papilomavírus humano (HPV) – Vacina responsável por combater o Papilomavírus Humano 6, 11, 16 e 18 (recombinante). Devem ser administradas, por via intramuscular, duas doses, com intervalo de seis meses entre as doses, nas meninas de 9 a 14 anos de idade (14 anos, 11 meses e 29 dias) e nos meninos de 11 a 14 anos de idade (14 anos, 11 meses e 29 dias).

Pneumocócica 23-valente – Indicada no combate às Meningites Bacterianas, Pneumonias e Sinusite, deve ser administrada, por via intramuscular, uma dose em todos os indígenas a partir de cinco anos de idade sem comprovação vacinal com as vacinas pneumocócicas conjugadas.

Influenza – Deve ser administrada, por via intramuscular, uma ou duas doses durante a Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza, conforme os grupos prioritários definidos no Informe da Campanha. Não se trata de vacina oferecida de forma contínua nas UBS.

Texto: Mozart Lira/Sespa

Você pode gostar...