Sespa orienta como prevenir intoxicações alimentares no verão

Sespa orienta como prevenir intoxicações alimentares no verão

27/07/2026 Off Por Mozart Lira

O período das férias escolares está terminando e segue intenso o fluxo de pessoas para praias, ilhas e balneários, o que também favorece o consumo de alimentos e bebidas preparados em casa ou adquiridos durante a viagem. Nesse período, alguns cuidados com o preparo, o transporte, o armazenamento e o consumo dos alimentos são essenciais para prevenir doenças transmitidas por alimentos.

Nesse sentido, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), por meio do Departamento de Vigilância Sanitária (Devs), orienta sobre cuidados básicos para minimizar os riscos de intoxicação alimentar e outros problemas de saúde, para aproveitar o restante do mês de forma saudável.

Durante o verão amazônico, as altas temperaturas exigem atenção redobrada aos cuidados com a segurança dos alimentos. Medidas simples, como a higiene das mãos, o uso de água de boa qualidade, o armazenamento adequado e o transporte correto dos alimentos ajudam a prevenir doenças transmitidas por alimentos e contribuem para um veraneio mais seguro”, destaca o diretor do Departamento Estadual de Vigilância Sanitária da Sespa, Weber Marcos.

Junto com as bagagens, também seguem caixas térmicas, isopores, bebidas e alimentos preparados em casa ou comprados durante a viagem. O que muitas pessoas não percebem é que pequenos descuidos durante o preparo, o transporte, o armazenamento ou o consumo desses alimentos podem transformar um dia de lazer em um problema de saúde.

“Além das ações de fiscalização, a Vigilância Sanitária atua orientando a população sobre práticas que ajudam a prevenir doenças transmitidas por alimentos. Pequenos cuidados adotados durante o preparo, o transporte, o armazenamento e o consumo dos alimentos fazem diferença para um veraneio mais seguro”, destaca Weber Marcos.

O documento do Departamento de Vigilância Sanitária da Sespa também recomenda que a atenção deve ser redobrada durante o transporte. Caixas térmicas e isopores ajudam a conservar a temperatura dos alimentos, mas não resfriam nem aquecem seu conteúdo. Para que sejam eficazes, os alimentos frios devem ser transportados já refrigerados, com gelo em quantidade suficiente para manter a temperatura adequada. Já as refeições quentes devem ser acondicionadas em recipientes apropriados, que preservem o calor e procure consumi-las o mais cedo possível.

Quem optar por fazer refeições em restaurantes, barracas de praia, quiosques, hotéis ou com vendedores ambulantes também deve observar alguns aspectos antes de consumir os alimentos e bebidas. Ambientes limpos, alimentos protegidos contra poeira e insetos, refeições quentes servidas realmente quentes e alimentos refrigerados mantidos frios são sinais importantes de boas práticas de manipulação.

Outro cuidado essencial durante o veraneio é com a hidratação. O aumento das temperaturas exige maior consumo de líquidos, mas é importante que a água seja própria para consumo. “Também é recomendado verificar a procedência do gelo utilizado em bebidas, evitar o consumo de água ou bebidas preparadas em locais sem condições adequadas de higiene e manter limpas as garrafas e recipientes reutilizáveis, que devem ser lavados diariamente com água e detergente e colocados para secar antes de serem reutilizados”, alerta Weber Marcos.

As sobras das refeições também merecem atenção. Alimentos que permanecem por muitas horas fora da refrigeração podem favorecer a multiplicação de microrganismos capazes de causar doenças. Quando houver dúvida sobre a conservação, a orientação é não consumir o alimento.

Caso alguém apresente sintomas como diarreia, vômitos, dor de barriga, náuseas ou febre após consumir alimentos ou bebidas, a recomendação é procurar um serviço de saúde e comunicar o fato à Vigilância Sanitária ou Ouvidoria do município. Essas informações contribuem para a investigação de possíveis surtos e ajudam a proteger outras pessoas.