Hospital Galileu transforma rotina de internação com humor e cuidado humanizado

Hospital Galileu transforma rotina de internação com humor e cuidado humanizado

21/08/2026 Off Por ASCOM

 Balões para o alto, risadas soltas e até quem estava deitado entrou na brincadeira. Nesta sexta-feira (21), os leitos do Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), em Belém, ganharam um clima diferente com a visita do palhaço Tio Bala, que levou humor, interação e descontração à rotina dos pacientes internados.

A proposta foi simples: trocar, por alguns minutos, o foco exclusivo no tratamento por conversas descontraídas, brincadeiras e sorrisos. Entre pacientes, acompanhantes e profissionais, a iniciativa abriu espaço para a alegria em meio à rotina hospitalar e aproximou ainda mais quem cuida de quem está em recuperação.

Há anos levando a palhaçaria a hospitais, Tio Bala transforma o humor em ponte para se aproximar de quem enfrenta dias de internação. “Quando a gente entra em um quarto, a ideia é mudar um pouco aquele momento, trazer leveza e fazer a pessoa esquecer, nem que seja por minutos, que está em um hospital. Se consigo arrancar um sorriso, já valeu a visita”, contou.

Há dez dias internado após sofrer um acidente de motocicleta, Tiago Vinicius, barbeiro e morador de Belém, segue em tratamento na unidade. Em meio aos dias dedicados à recuperação, ele encontrou na visita uma pausa para rir e participar da brincadeira. “Foi legal, a gente passa vários dias focado no tratamento, então ter um momento de brincadeira e dar risada faz diferença. Deixa o dia mais leve e anima a gente”, contou.

A pedagoga Janiele Silva Alves, 34 anos, internada há três dias para realizar a reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA), também recebeu a surpresa com entusiasmo. “Quando estamos internados, qualquer coisa que nos faça sorrir muda o nosso dia. Foi muito divertido, trouxe alegria e fez a gente se sentir ainda mais acolhida”, destacou.

Cuidado que vai além da assistência

De cama em cama, Tio Bala adaptava a brincadeira a cada encontro. Alguns pacientes levantaram os balões, outros responderam às provocações bem-humoradas e houve até quem preferisse participar apenas com um sorriso. Sem roteiro fechado, a interação respeitou o ritmo, as condições e a disposição de cada paciente, porque, dentro de um hospital, até a alegria precisa saber chegar.

Para a coordenadora de Humanização do Galileu, Anny Segóvia, ações como essa ajudam a tornar a experiência da internação mais humana, sem perder de vista o cuidado assistencial. “A humanização também acontece nesses encontros. O paciente continua recebendo todo o cuidado necessário para sua recuperação, mas ganha um momento para sorrir, interagir e viver algo diferente dentro do ambiente hospitalar. São experiências simples que tornam a internação mais acolhedora”, ressaltou.

A diretora executiva do Hospital Galileu, Paula Narjara, reforçou que a humanização integra a assistência prestada pela unidade e ajuda a olhar para o paciente para além de sua condição clínica. “O cuidado hospitalar vai além dos procedimentos. Queremos que cada paciente também se sinta acolhido, respeitado e cuidado como pessoa. Quando vemos um quarto inteiro participando, sorrindo e compartilhando aquele momento, percebemos o quanto iniciativas como essa podem tornar a experiência da internação mais leve”, afirmou.

Texto: Ascom/HPEG.