Hospital Abelardo Santos reforça orientações sobre amamentação no Agosto Dourado
21/08/2026
Profissionais do Hospital Abelardo Santos em capacitação
Em alusão ao Agosto Dourado, o Hospital Regional Dr. Abelardo Santos (HRAS), em Icoaraci, distrito de Belém, reforça as orientações sobre a importância do aleitamento materno para a saúde infantil. A mobilização internacional utiliza a cor dourada para simbolizar o padrão de qualidade do leite humano, considerado o alimento mais completo para os recém-nascidos. A partir do trabalho das equipes de enfermagem, a unidade atua na instrução direta de gestantes, mães e familiares sobre as técnicas corretas de amamentação e a organização do apoio na rotina.
O Ministério da Saúde recomenda o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida. Nesse período, a criança não necessita de água, chás ou outros alimentos. A partir dos seis meses, a introdução alimentar deve ser feita de forma gradual, mantendo-se a amamentação até os dois anos de idade ou mais.

Thamires destaca a amamentação na primeira hora, mesmo em cesáreas
“A nutrição adequada pelo leite materno atua no fortalecimento do sistema imunológico, garantindo um crescimento seguro e prevenindo enfermidades ao longo da vida”, ressalta Thamires Palheta, enfermeira coordenadora da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) do HRAS.
O acompanhamento diário dos profissionais previne complicações comuns do pós-parto, como lesões nos mamilos e o ingurgitamento mamário, que é o acúmulo excessivo e empedramento do leite nas mamas. As equipes orientam sobre o posicionamento correto da mãe e a pega adequada da boca do bebê para evitar dores e o abandono precoce da amamentação.
O leite materno adapta sua composição conforme as necessidades da criança, prevenindo diarreias, alergias e infecções respiratórias. Para a mulher, o ato de amamentar acelera a recuperação do útero, reduz os riscos de hemorragia e protege contra o câncer de mama e de ovário. O contato pele a pele estimula a produção de ocitocina, um hormônio natural que reduz o sangramento pós-parto, fortalece o vínculo afetivo e transmite segurança ao recém-nascido.
A enfermeira coordenadora da maternidade da unidade, Thalita Beltrão, reforça o papel da informação na rotina assistencial do hospital. “Informação e orientação são fundamentais para o sucesso desse processo. A mãe precisa conhecer os sinais de fome do bebê, observar uma boa pega e entender que amamentar não deve ser doloroso, sendo essencial confiar na capacidade do próprio corpo e buscar suporte profissional diante das dificuldades”, pontua a especialista.
Entre os mitos esclarecidos nas rotinas do hospital está a ideia do leite fraco, uma crença popular sem fundamento científico, pois todo leite materno possui os nutrientes necessários para o bebê. O aspecto do leite varia ao longo da mamada, apresentando maior quantidade de água no início e maior concentração de gordura no final. Por ser composto por cerca de 88% de água, o leite atende completamente a hidratação do bebê nos primeiros seis meses, inclusive em dias quentes.
Fatores como estresse e cansaço extremo podem inibir temporariamente a saída do leite por bloquear a liberação de ocitocina, mesmo que a produção continue normal. O descanso da mulher e o apoio da família nas tarefas diárias são indispensáveis para manter o fluxo constante do alimento.

Diane amamenta o filho com prática ensinada no treinamento
Atendida no hospital após o nascimento do filho, a dona de casa Diane Pinheiro relata o suporte constante recebido para superar o desconforto e manter a amamentação. “Estou recebendo bastante orientação porque meu seio ficou inflamado. As enfermeiras me ensinam como amamentar da forma correta. Do jeito certo é bom para mim e para o bebê”, afirma a paciente.
Referência em saúde pública – O HRAS é a maior unidade pública do Governo do Pará. Referência no atendimento à mulher, criança e população indígena, realizou mais de um milhão de atendimentos em 2025.
A estrutura conta com pronto-socorro pediátrico, ginecológico e obstétrico 24 horas, 360 leitos distribuídos entre emergência, cirurgia, internação clínica, Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e Unidades de Cuidados Intermediários (UCIn), além de ser uma das principais maternidades do Estado, realizando mais de 5 mil partos anuais, e contar com um centro de terapia renal.
Texto e fotos: Ascom/HRAS



