Hospital Regional do Sudeste do Pará renova CIPA e amplia olhares sobre segurança no trabalho
28/08/2026
Antes que um risco se transforme em acidente, ele precisa ser percebido. E, muitas vezes, esse olhar parte justamente de quem conhece cada corredor, setor e rotina de perto. No Hospital Regional do Sudeste do Pará – Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá, essa missão ganhou novos protagonistas nesta sexta-feira (28) com a posse dos integrantes da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (CIPA).A unidade deu posse aos integrantes da gestão 2026/2027 da comissão, formada por colaboradores que assumem o compromisso de observar o cotidiano de trabalho, identificar situações que merecem atenção e contribuir para a construção de soluções que protejam os profissionais.
Além da posse, os novos cipeiros participaram, nos dias 25 e 26 de agosto, de treinamento promovido na própria unidade. A programação foi conduzida pelo Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT), com atividades teóricas e práticas voltadas à atuação dos membros durante o novo mandato.

Prevista na Norma Regulamentadora nº 5 (NR-05), a capacitação abordou conhecimentos essenciais para a atuação da comissão, desde o reconhecimento de perigos nos diferentes ambientes até a adoção de medidas preventivas. A proposta é fazer com que sinais de alerta sejam percebidos ainda no início, quando uma intervenção pode evitar que um problema avance.
Para o diretor executivo da unidade, Fabio Griffo, a CIPA amplia a participação dos próprios colaboradores na construção de um ambiente profissional mais seguro. “A segurança não depende apenas de normas ou de procedimentos escritos. Ela é construída diariamente, por profissionais atentos ao ambiente onde trabalham e também ao cuidado com quem está ao seu lado. A CIPA fortalece essa participação e contribui para consolidarmos uma cultura cada vez mais preventiva”, destacou.
Quando quem vive a rotina também ajuda a protegê-la
Para quem passa a integrar a comissão, os dois dias de formação também ajudaram a transformar conceitos em responsabilidade prática. Cada participante pôde reconhecer como sua própria experiência profissional pode contribuir para enxergar riscos e necessidades que, muitas vezes, surgem nos detalhes da rotina.Auxiliar de almoxarifado, Uanderson dos Santos Leal destacou que o treinamento ampliou sua compreensão sobre a atuação preventiva da comissão. “Foram dias de aprendizado e troca de experiências. Pude compreender melhor a importância de uma CIPA organizada. Nossa missão diária é observar os riscos e contribuir para que medidas preventivas sejam adotadas antes que ocorrências ou acidentes aconteçam”, afirmou.
O treinamento também ampliou a discussão para situações que nem sempre são visíveis. Para o técnico de enfermagem do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), Luan Soares, a atuação da CIPA não se limita aos riscos físicos presentes nos setores.
“O treinamento trouxe uma compreensão mais ampla sobre a responsabilidade da comissão. Nosso papel envolve a prevenção de acidentes e a identificação de riscos, mas também inclui atenção à saúde mental e o enfrentamento do assédio no ambiente de trabalho”, ressaltou.
A técnica de enfermagem Márcia da Silva Parente destacou outro aspecto da formação: o aprendizado necessário para quem assume a responsabilidade de representar e orientar colegas ao longo do mandato. “Considero a CIPA muito importante dentro de uma instituição. Aprendi muito nesses dois dias e sei que esse é apenas o começo. Como integrante da comissão, ainda terei muito a aprender e também a contribuir durante esse processo”, explicou.
Um hospital, muitos olhares sobre o mesmo ambiente
Por reunir profissionais que conhecem de perto a rotina dos setores, a comissão também aproxima a prevenção da realidade vivenciada diariamente pelas equipes. São esses profissionais que conseguem perceber situações que nem sempre cabem em indicadores ou relatórios, um fluxo que pode ser ajustado, uma condição que merece revisão ou uma prática cotidiana que precisa ser aperfeiçoada antes de se transformar em problema.
O gerente administrativo e financeiro da unidade, Izailson Tenorio Alves, destaca que essa diversidade de experiências é justamente uma das forças da comissão. “Quando profissionais de diferentes áreas participam desse processo, conseguimos observar o ambiente de trabalho por perspectivas distintas. Cada setor tem suas particularidades, e essa troca ajuda a transformar percepções do cotidiano em melhorias que podem ser discutidas e construídas coletivamente”, afirmou.
Com os integrantes capacitados, o próximo passo é fazer com que os conhecimentos discutidos durante a formação acompanhem a comissão ao longo de todo o mandato.
Para a engenheira de Segurança do Trabalho do SESMT, Joline Rodrigues, a capacitação representa o ponto de partida para a atuação da nova comissão. “O treinamento prepara os integrantes para compreenderem suas responsabilidades e, principalmente, para levarem esse conhecimento para a rotina dos setores. A expectativa é que a nova CIPA seja participativa, mantenha diálogo próximo com os trabalhadores e ajude a transformar situações observadas no dia a dia em oportunidades de melhoria”, destacou.
Texto: Ascom/HRSP



