Sespa ativa centro de monitoramento em saúde para acompanhar as principais romarias do Círio de Nazaré 2026

Sespa ativa centro de monitoramento em saúde para acompanhar as principais romarias do Círio de Nazaré 2026

09/10/2026 Off Por ASCOM

Centro Integrado de Operações Conjuntas da Saúde (CIOCS) instalado na sede da Sespa, em Belém

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) inicia nesta sexta-feira (9) as atividades do Centro Integrado de Operações Conjuntas da Saúde (CIOCS), responsável pelo monitoramento de ocorrências de saúde pública durante o Círio de Nazaré 2026, reconhecido como uma das maiores procissões católicas do mundo, reunindo cerca de 2,3 milhões de pessoas de diversas partes do mundo. Neste ano a estrutura funcionará no nível central da Sespa, até domingo (11), reunindo profissionais de diferentes áreas para acompanhar os atendimentos realizados durante as procissões e garantir respostas rápidas a possíveis situações de risco à saúde dos romeiros.

Coordenado pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Pará (CIEVS/PA), o CIOCS atuará em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), por meio do CIEVS Belém e da Vigilância em Saúde municipal, além de outros setores da vigilância e assistência da Sespa. A estrutura contará com cerca de 30 profissionais envolvidos internamente nas atividades de monitoramento, análise de informações e articulação das ações de saúde, além de servidores e voluntários que atuarão nos pontos de atendimento ao longo dos trajetos das procissões.

O CIOCS vai monitorar todas as ocorrências de saúde pública durante o Círio de Nazaré 2026

O secretário de Estado de Saúde Pública, Ualame Machado, destaca que a integração entre os órgãos envolvidos é fundamental para assegurar uma atuação coordenada durante uma celebração que reúne milhões de pessoas nas ruas de Belém. “O Círio exige um planejamento que envolve diferentes instituições e profissionais, e o papel da Sespa é contribuir para que toda essa estrutura de saúde funcione de forma integrada. Com o CIOCS, conseguimos reunir informações dos atendimentos, acompanhar possíveis ocorrências e manter uma comunicação direta com os órgãos responsáveis pela assistência e segurança. Essa articulação entre Estado, município, equipes de saúde e demais instituições permite respostas mais rápidas e organizadas, garantindo maior proteção à saúde dos romeiros e de toda a população que participa dessa grande manifestação de fé”, ressalta o secretário.

Monitoramento – Durante a Trasladação, no sábado dia 10, e a procissão principal do Círio, no domingo dia 11, o centro acompanhará o deslocamento dos fiéis e o fluxo de atendimentos médicos realizados nos hospitais, prontos-socorros, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e postos de primeiros socorros instalados ao longo dos percursos.
As informações serão registradas no sistema Saúde Pará, desenvolvido pelo Núcleo de Informações em Vigilância em Saúde (NIVS), que permitirá o acompanhamento dos registros encaminhados por cerca de 30 unidades notificadoras integradas à operação. A ferramenta auxiliará as equipes na identificação de situações que exijam atenção especial, possibilitando a análise dos dados e a adoção das medidas necessárias.

Veronilce Borges, coordenadora do CIEVS/PA

A coordenadora do CIEVS/PA, Veronilce Borges, explica que o trabalho do CIOCS vai além do acompanhamento dos atendimentos médicos, pois também permite identificar possíveis riscos à saúde pública e orientar as ações das equipes responsáveis. “O nosso trabalho é acompanhar as informações que chegam das unidades de saúde e dos postos de atendimento, identificar qualquer situação que possa representar um risco e garantir que essa ocorrência seja comunicada e investigada com rapidez. Durante o Círio, temos uma grande concentração de pessoas, o que exige atenção permanente das equipes de vigilância. Com esse monitoramento integrado, conseguimos analisar os dados, identificar possíveis alterações no cenário de saúde e acionar os serviços responsáveis sempre que necessário. É um trabalho de prevenção e resposta que contribui diretamente para a segurança da população”, explica Veronilce.

A operação também contará com o apoio de uma equipe de resposta rápida da Vigilância em Saúde de Belém, que poderá ser acionada para investigar possíveis ocorrências de interesse à saúde pública. A medida permite que situações identificadas durante as procissões sejam avaliadas e encaminhadas aos serviços competentes, conforme a necessidade.

Equipe de profissionais de saúde que vão atuar no CIOCS durante a quadra nazarena

Atuação integrada – Além das atividades de vigilância, a Sespa participará, por meio do 1º Centro Regional de Saúde, da coordenação dos pontos de primeiros socorros e voluntários. Esses espaços contarão com profissionais de diferentes áreas da saúde, enquanto ambulâncias estarão posicionadas em pontos estratégicos para atender possíveis urgências e emergências.

O trabalho também será articulado com as forças de segurança e demais instituições que integram o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC). A troca de informações entre os órgãos permitirá acompanhar as ocorrências e facilitar o encaminhamento de situações que demandem a atuação conjunta das equipes.

A experiência acumulada pela Sespa no acompanhamento de grandes eventos tem contribuído para aprimorar os procedimentos de vigilância, a comunicação entre os serviços e a capacidade de resposta a possíveis emergências. Durante o Círio, essa estrutura ganha importância diante da intensa movimentação de pessoas na capital paraense, especialmente nos trajetos das principais procissões.

Considerado uma das maiores manifestações religiosas do mundo, o Círio de Nazaré reúne milhões de fiéis e visitantes em Belém. A dimensão do evento exige planejamento antecipado e atuação conjunta dos serviços públicos para atender às necessidades da população.

A estratégia adotada pela Sespa segue as diretrizes do Ministério da Saúde para eventos de massa, estabelecidas pela Portaria nº 1.139/2013, que orienta as ações de vigilância, prevenção e resposta a riscos à saúde pública.

Texto: Giullianne Dias/Sespa

Fotos: Márcio Santiago/Sespa