Sespa reforça prevenção, amplia acesso à mamografia e orienta sobre diagnóstico do câncer de mama
13/10/2026Estado já realizou mais de 9 mil mamografias por meio de carretas da saúde em 2026; rede estadual conta com 108 mamógrafos, 18 serviços para diagnóstico e oito hospitais de referência para tratamento oncológico
A prevenção, o diagnóstico precoce e o acesso ao tratamento estão entre as prioridades das ações da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) durante o Outubro Rosa, campanha de conscientização sobre o câncer de mama. Ao longo do ano, a rede estadual oferta exames de mamografia, consultas especializadas, biópsias e tratamento oncológico. De abril de 2025 a outubro 2026, as ações itinerantes com carretas da saúde já possibilitaram a realização de mais de 9.261 mamografias em diferentes regiões do Pará.

Foto: Kamila Canhedo/Ascom Sespa
Durante o mês de outubro, a Sespa realizará uma abertura oficial da campanha em formato on-line, direcionada aos municípios, além de palestras de sensibilização em instituições e empresas, conforme solicitação. A Secretaria também incentivará, em parceria com os municípios, a busca ativa de mulheres com sinais e sintomas suspeitos da doença e daquelas que estão na faixa etária de rastreamento, mas nunca realizaram mamografia ou estão há mais de dois anos sem fazer o exame.
A coordenadora de Oncologia da Sespa, Patricia Martins, destaca a importância de aproveitar o período para ampliar a conscientização e aproximar a população dos serviços de saúde. “O diagnóstico precoce é fundamental para ampliar as possibilidades de tratamento. Por isso, é importante que as mulheres conheçam os serviços disponíveis, mantenham seus exames em dia conforme as orientações de saúde e procurem atendimento ao perceber qualquer alteração suspeita nas mamas”, ressalta Patricia Martins.

Foto: Kamila Canhedo/Ascom Sespa
Atualmente, o Pará conta com 108 mamógrafos em funcionamento no SUS, distribuídos pelo Estado para exames de rastreamento e investigação diagnóstica. Quando há necessidade de confirmação da doença, a rede dispõe de 18 serviços ambulatoriais de média complexidade, sob gestão estadual, que oferecem consultas com mastologistas e biópsias mamárias com exame histopatológico.
Após a confirmação do câncer de mama, a paciente pode ser encaminhada para tratamento oncológico, que pode incluir cirurgia, quimioterapia e radioterapia, conforme a indicação clínica e a estrutura do serviço de referência.
A rede de alta complexidade relacionada no documento da Sespa inclui unidades em Belém, Castanhal, Santarém, Marabá e Tucuruí, entre elas o Hospital Ophir Loyola (HOL), o Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB) e o Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA).
O secretário adjunto de Políticas de Saúde do Estado, Ivison Carvalho, destaca a importância da articulação entre os serviços para garantir que as pacientes tenham acesso às diferentes etapas da assistência. “O cuidado precisa funcionar de forma integrada, desde a prevenção e a investigação dos sinais suspeitos até o diagnóstico e o tratamento. Nosso compromisso é fortalecer a rede de saúde e orientar a população sobre os caminhos para acessar os serviços disponíveis no SUS”, afirma Ivison Carvalho.

Secretário adjunto de Políticas de Saúde do Estado, Ivison Carvalho. Foto: Kamila Canhedo/Ascom Sespa
A entrada para o tratamento oncológico ocorre por meio da regulação. Quando o diagnóstico é confirmado em um serviço estadual, a própria unidade deve cadastrar a paciente no sistema e orientá-la sobre o encaminhamento para o atendimento especializado.
Se a confirmação ocorrer e a paciente retornar ao município de residência, a Secretaria Municipal de Saúde deverá realizar o cadastro no sistema de regulação, acompanhar a solicitação e informar a paciente sobre a data da consulta e os documentos necessários após o agendamento. A Sespa também disponibiliza um protocolo de acesso à assistência oncológica para orientar os serviços e municípios sobre os encaminhamentos.
A orientação é procurar uma unidade de saúde diante de alterações suspeitas nas mamas, para avaliação profissional e definição dos exames necessários. A realização da mamografia deve seguir as orientações dos serviços de saúde, considerando a faixa etária, o histórico individual e a necessidade de investigação de sintomas.

Fotos: Kamila Canhedo/Ascom Sespa
Segundo os dados fornecidos pela Coordenação Estadual de Atenção Oncológica, foram registrados 949 casos de câncer de mama em 2025 e 379 em 2026. Os registros também incluem homens: em 2025, foram 16 casos em homens e 933 em mulheres; em 2026, seis em homens e 373 em mulheres. Os dados reforçam que, embora seja muito mais frequente entre mulheres, o câncer de mama também pode acometer homens.A Sespa reforça que a atenção aos sinais suspeitos e o acesso oportuno à rede de saúde são importantes para o cuidado com a população.
Texto: Caroliny Pinho/ Ascom Sespa



