Hospital Galileu encerra mês de outubro sem registrar óbitos em Belém
05/11/2026Unidade de saúde referência no SUS realiza mais de 250 cirurgias mensais e reforça práticas de segurança do paciente
O Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), em Belém, encerrou outubro de 2026 sem registrar óbitos entre os pacientes internados. O resultado ganha relevância diante do perfil assistencial da unidade, que realiza mais de 250 cirurgias mensais, incluindo procedimentos de média e alta complexidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O Hospital contabilizou 2.509 internações entre janeiro e outubro de 2026, com 18 óbitos registrados nos nove primeiros meses e nenhuma ocorrência em outubro. O resultado foi precedido pela redução dos registros, que passaram de três em agosto para um em setembro, chegando a zero em outubro. Os indicadores orientam ações de melhoria contínua da assistência.
O resultado reforça a gestão da qualidade do Galileu, reconhecido com a certificação ONA Nível 3 – Acreditado com Excelência, o mais alto nível da Organização Nacional de Acreditação. A unidade adota práticas de prevenção de riscos, monitoramento e integração dos processos assistenciais, seguindo princípios de alta confiabilidade.
Para o diretor técnico do Galileu e presidente da Comissão de Revisão de Óbitos, o médico Pablo Lobato, o resultado exige vigilância permanente. “Mais do que celebrar um mês sem óbitos, nosso desafio é manter esse resultado. A conquista reflete o trabalho integrado das equipes médicas, de enfermagem e demais profissionais, aliado ao cumprimento dos protocolos assistenciais”, destaca.
Cultura de segurança e alta confiabilidade
No Hospital Galileu, a Comissão de Revisão de Óbitos contribui para essa cultura ao analisar as circunstâncias das mortes e identificar oportunidades de melhoria. O trabalho utiliza o Protocolo de Londres, metodologia que avalia fatores relacionados à assistência, à comunicação das equipes e à organização dos processos hospitalares.
As análises são realizadas em conjunto com o Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente, permitindo transformar os resultados em recomendações e ações de melhoria. O acompanhamento dessas medidas fortalece a prevenção de riscos, aperfeiçoa os processos assistenciais e incorpora o aprendizado contínuo às rotinas do hospital.
“A comissão não existe apenas para contabilizar os óbitos. Nosso papel é compreender cada caso, revisar a assistência prestada e identificar o que pode ser aperfeiçoado. O objetivo é transformar a análise em recomendações, acompanhar as providências e fortalecer o aprendizado das equipes”, explica Lobato.
No Hospital Galileu, a cultura de alta confiabilidade também se reflete no incentivo à comunicação de riscos, à troca de experiências e à participação dos profissionais nas decisões sobre segurança assistencial. Essas práticas favorecem a identificação precoce de problemas e a adoção de medidas preventivas para evitar falhas no atendimento.
Para a diretora executiva do Hospital, Paula Narjara, o resultado de outubro representa um reconhecimento ao trabalho coletivo e reforça a importância de consolidar esse modelo de gestão. “Encerrar um mês sem óbitos é uma conquista significativa, fruto do trabalho de profissionais comprometidos com a vida. Nosso desafio é fortalecer diariamente a segurança do paciente e avançar como instituição de alta confiabilidade, fazendo da excelência uma prática permanente de cuidado, respeito e responsabilidade”, destaca.
Texto: Ascom HPEG




