Campanha de Multivacinação no Pará segue até 01º de setembro
11/08/2026A Campanha Nacional de Multivacinação 2026 começou no Pará e nos demais 25 Estados e Distrito Federal nesta segunda-feira (03) e a mobilização prossegue até o dia 1º de setembro com o objetivo de aumentar a cobertura vacinal.As aplicações são gratuitas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e estão disponíveis em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e pontos de vacinação do Estado.
A recomendação da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) para todos os 144 municípios é de que os responsáveis compareçam aos postos de atendimento portando a carteira de vacinação de crianças e adolescentes, para que as equipes verifiquem as doses indicadas de acordo com a faixa etária e o histórico vacinal.
Quem está com o esquema vacinal incompleto pode aproveitar a campanha para tomar as doses, todas seguras e eficazes. “A vacinação ajuda a reduzir a circulação de doenças e protege tanto quem recebe a vacina quanto as pessoas que não podem ser vacinadas por orientação médica”, destaca a coordenadora da Divisão de Imunizações da Sespa, Jaíra Ataíde.
Entre as vacinas disponíveis estão a BCG (tuberculose); tríplice viral; poliomielite inativada; rotavírus; pneumocócica 10-valente (conjugada); meningocócica C (conjugada); meningocócica ACWY (conjugada); influenza; Covid-19; febre amarela; Papilomavírus Humano (HPV), varicela; DTP, hepatites B e A.
A mobilização concentrará esforços em todo o país no Dia D, a ser realizado no sábado, 22 de agosto. O Pará possui mais de 2.000 estabelecimentos voltados à atenção primária e unidades básicas de saúde geridos pelos municípios, com números exatos que mudam constantemente no cadastro oficial do MS.
Sarampo
A campanha também é oportuna para que profissionais de saúde e pais e responsáveis reforcem a proteção contra o sarampo, cujos novos casos tem surgido no Estado de São Paulo. No Pará não há casos da doença desde abril de 2022 e a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é um das que estão sempre disponíveis nos postos de saúde.
Para o público infantil de 6 a 11 meses e 29 dias, a administração do imunizante é considerada como dose zero e não anula a necessidade das doses obrigatórias do Calendário Nacional de Vacinação aos 12 e 15 meses.
Dados públicos e preliminares do Programa Nacional de Imunizações (PNI) indicam que, neste ano, a cobertura para a tríplice viral no Pará foi de 81,99% para a primeira dose e 62% para a segunda. O Ministério da Saúde estabelece a meta de 95% para cada uma das doses.
HPV
A mobilização de resgaste vacinal convoca também jovens e adolescentes de 15 a 19 anos que ainda não foram vacinados contra o papilomavírus humano (HPV): esses poderão receber gratuitamente uma dose do imunizante pelo Sistema Único de Saúde (SUS) até 31 de dezembro de 2026. A prorrogação da campanha, em curso desde janeiro, contempla quem não recebeu a vacina na idade recomendada ou não possui registro da imunização.
O HPV é a infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo. Há mais de 200 tipos do vírus, que atingem a pele e as mucosas. Alguns provocam verrugas anogenitais, enquanto outros estão relacionados aos cânceres de colo do útero, vulva, vagina, ânus, pênis, boca e orofaringe.
“A vacina quadrivalente oferecida pelo SUS protege contra os tipos 6 e 11, associados principalmente às verrugas anogenitais, e contra os tipos 16 e 18, relacionados a grande parte dos cânceres causados pelo vírus”, alerta Jaira Ataíde.
O Ministério da Saúde estabelece a meta de 90% de cobertura vacinal contra o HPV para o público-alvo, seguindo os parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a eliminação do câncer de colo do útero. Em 2025, a cobertura vacinal no Pará alcançou 76,37% entre as meninas de 9 a 14 anos, e 64,21% entre meninos da mesma faixa etária.
Outra via de acesso para verificar a atualização vacinal é a caderneta digital da criança, serviço disponibilizado pelo Ministério da Saúde pelo telefone celular. Nesse serviço, as famílias de todo o país possam acessar as informações sobre o histórico de vacinas, consultas e acompanhar a saúde da criança.
Pela Caderneta Digital, é possível monitorar se as vacinas estão em dia e receber alertas sobre a data de tomar uma nova dose. Lá também estão os marcos principais para acompanhar o desenvolvimento das crianças, como registros de peso, altura, perímetro cefálico e Índice de Massa Corporal (IMC). A caderneta física, em papel, continua sendo distribuída nas UBS.
Texto: Mozart Lira (Sespa)



