HMPA promove II Semana de Segurança do Paciente
19/09/2026Programação reuniu profissionais e pacientes em atividades lúdicas e educativas sobre prevenção de riscos, uso consciente de medicamentos e metas internacionais de segurança

Imagem: divulgação
O Hospital da Mulher do Pará (HMPA), em Belém, realizou, de 14 a 18 de setembro, a II Semana de Segurança do Paciente, em alusão à campanha Setembro Laranja e ao Dia Mundial da Segurança do Paciente, celebrado anualmente em 17 de setembro, instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Promovida pelo Núcleo de Segurança do Paciente (NSP), em parceria com o Núcleo de Educação Permanente (NEP), a programação envolveu profissionais das áreas assistenciais e administrativas em atividades voltadas ao fortalecimento da cultura de segurança dentro da unidade. Entre as ações estiveram mesa-redonda com o tema “Integralidade da Segurança do Paciente”, treinamentos de protocolos, bingo da segurança e atividades in loco.

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As atividades abordaram as seis metas internacionais de segurança do paciente, estabelecidas pela OMS e adotadas pelo Ministério da Saúde (MS). A proposta foi reforçar conceitos e protocolos em práticas presentes na rotina dos profissionais, ressaltando a importância da prevenção de riscos e da atuação integrada das equipes.
Para a diretora-geral do HMPA, médica intensivista Nelma Machado, iniciativas como a Semana de Segurança contribuem para consolidar uma assistência cada vez mais responsável e humanizada.

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“A segurança do paciente é um compromisso que precisa estar presente em todos os momentos da assistência. Quando fortalecemos o conhecimento das nossas equipes e estimulamos a participação dos pacientes, ampliamos a capacidade de prevenir riscos e oferecer um cuidado mais seguro, qualificado e humanizado. Essa semana representa justamente esse esforço coletivo”, destacou a diretora.
Cultura de segurança
A proposta do Setembro Laranja é ampliar a conscientização sobre a necessidade de um cuidado seguro e constante, envolvendo profissionais, pacientes e acompanhantes.

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De acordo com Patrícia de Melo, coordenadora do Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente (NQSP) e presidente do NSP, a segurança do paciente é uma estratégia mundial. “O objetivo é lembrar aos nossos profissionais, aos nossos colaboradores de que eles são sim atores e protagonistas nas atividades de segurança das nossas pacientes. Quanto mais instruídos nós estivermos enquanto profissional, maior a probabilidade de os pacientes terem um tratamento adequado das suas patologias, das suas enfermidades”, completou a profissional.
Numa avaliação geral da semana de segurança do paciente, a coordenadora do NSP enaltece o engajamento tanto dos colaboradores como pacientes, que se empenharam em cada atividade.
“Trabalhar a segurança do paciente precisa ser de uma maneira lúdica, sempre envolvendo a educação do adulto, que precisa ter sentido para todos, para que possam sair tão somente da teoria e aplicar na prática também. Um destaque foi o “Alô Segurança”, uma metodologia por meio da fonia do hospital para que os colaboradores respondessem perguntas relacionadas à segurança do paciente e foi um sucesso”, celebrou.

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Maria Fonseca faz parte da equipe de fisioterapeutas do hospital e aprovou o evento. “Foi muito boa a programação, bem dinâmica, super criativa, instigou os profissionais ainda mais a pesquisar, estudar, incentivou a relembrar as coisas que a gente já estudou, foi excelente, parabéns para todo mundo”, elogiou.
Patrícia enfatiza que a segurança do paciente deve ser fomentada e realizada durante todo o ano. “É isso que a gente procura trabalhar aqui no Hospital da Mulher. Segurança todos os dias com o engajamento da equipe e comprometimento também de toda a nossa diretoria, do estratégico, do tático e do operacional” pontuou a coordenadora do NSP.
Além dos espaços destinados aos profissionais, a programação chegou aos pacientes do ambulatório, com uma palestra sobre automedicação. O encontro levou orientações sobre os riscos do uso de medicamentos por conta própria, a importância da orientação profissional.
A iniciativa despertou a atenção de quem aguardava atendimento. A professora Maria do Socorro Costa, moradora do bairro da Terra Firme, também destacou a importância dos esclarecimentos recebidos durante a atividade. Para ela, compreender as diferenças e características dos medicamentos pode contribuir tanto para a segurança quanto para o acesso ao tratamento.

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“Muitas pessoas têm a ideia de que o remédio genérico não é bom, mas o princípio ativo não muda e é mais acessível. É muito bom esse esclarecimento para todos nós, porque a automedicação pode ser fatal. Às vezes, a pessoa acha que pode comprar o que outro tomou e fez efeito, mas cada um tem uma reação. O que faz bem para um pode não fazer bem para o outro, pode causar uma reação alérgica, o que é muito perigoso”, ressaltou.
Moradora de Marituba, na Região Metropolitana de Belém, Marigene Rodrigues, 53 anos, também saiu da palestra com uma nova percepção sobre os medicamentos genéricos. Ela contou que costumava ter resistência em relação a esse tipo de medicamento e afirmou que a informação recebida durante a ação mudou sua visão.
“Eu sempre tive uma resistência, sempre fui meio receosa. Com certeza, a partir de hoje, vou economizar um pouquinho mais. Realmente, a informação é a base de tudo. No mundo em que estamos, temos muitas informações e, às vezes, uma informação como essa nós não temos. Se eu não tivesse vindo aqui, não teria esse entendimento”, afirmou.

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A diretora Nelma Machado acrescenta que essas iniciativas são parte do foco estratégico da instituição. “Cada profissional tem um papel fundamental nesse processo, assim como cada paciente também pode contribuir quando recebe informação e participa do próprio cuidado. Segurança do paciente é prevenção, é comunicação e é responsabilidade compartilhada. Por isso, ações educativas como esta são tão importantes para que esse compromisso permaneça vivo todos os dias no ambiente hospitalar”, finalizou a gestora.
Texto: Hellen Alves// Ascom Hospital da Mulher do Pará

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