Hospital Galileu transforma movimentos em conquistas na recuperação de pacientes vítimas de trauma
10/09/2026
A fisioterapia recupera habilidades e prepara pacientes para retomar a rotina
Sentar sem ajuda, levantar da cama, voltar a caminhar. Depois de um trauma, gestos cotidianos são conquistas que marcam uma nova etapa da vida. No Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), em Belém, a Fisioterapia acompanha esse caminho durante a internação, ajudando pacientes a recuperar movimentos e a conquistar mais autonomia.
A fisioterapeuta Tyssia Costa, coordenadora da equipe multiprofissional do hospital, explica que a atuação começa nos primeiros dias de internação. “Nossa atuação busca preservar e recuperar a capacidade funcional, prevenir complicações decorrentes da imobilidade e favorecer o retorno progressivo às atividades de vida diária”, afirma.
Antes do primeiro passo, o cuidado já começou

No Dia Mundial da Fisioterapia, unidade destaca assistência que previne complicações
Mesmo quando sair da cama ainda não é possível, a reabilitação pode começar. Tyssia explica que a equipe identifica quais movimentos o paciente consegue realizar com segurança e, a partir dessa avaliação, trabalha a mobilização precoce para reduzir os efeitos do repouso prolongado.
Na unidade com importante demanda de vítimas de trauma, as necessidades de reabilitação são diversas. Tyssia ressalta que a assistência alcança pacientes submetidos a cirurgias, pessoas com alterações respiratórias ou funcionais e aquelas que permanecem por longos períodos no leito.
Dificuldades para caminhar, perda de força e limitações para mudar de posição ou passar da cama para cadeira orientam a indicação do acompanhamento. Para a coordenadora, reconhecer essas dificuldades é o ponto de partida para o tratamento. “Inicialmente, realizamos uma avaliação individualizada para identificar as limitações e potencialidades de cada paciente. A partir disso, estabelecemos objetivos terapêuticos”, explica Tyssia.
Na prática, o tratamento pode incluir exercícios ativos e assistidos, fortalecimento muscular, treino de equilíbrio e atividades para sentar, ficar em pé, realizar transferências e caminhar. “A evolução acontece de maneira progressiva, respeitando sempre as condições clínicas, cirúrgicas e ortopédicas do paciente”, ressalta.

Um dos resultados importantes é perceber a progressão funcional
Com a evolução do tratamento, os ganhos podem aparecer na força, no equilíbrio, na mobilidade, na capacidade respiratória e na tolerância aos esforços. A fisioterapeuta observa que os resultados dependem da gravidade e das condições de cada paciente, mas ganham significado quando permitem retomar uma atividade antes comprometida. “Um dos resultados importantes é perceber a progressão funcional, pacientes que permaneciam restritos ao leito passam a sentar, ficar em pé, realizar transferências e, quando possível, voltar a caminhar”, relata a coordenadora. Ela destaca que conquistas precisam ser reconhecidas na trajetória do usuário. “Cada ganho representa um passo importante para a recuperação da autonomia e qualidade de vida”, reforça Tyssia.



