Hospital Galileu transforma protocolos de qualidade em cuidado seguro para os pacientes

Hospital Galileu transforma protocolos de qualidade em cuidado seguro para os pacientes

17/09/2026 Off Por ASCOM

Para quem chega a uma unidade de saúde, qualidade significa receber o medicamento correto, ser chamado pelo próprio nome, realizar uma cirurgia com segurança e permanecer em um ambiente preparado para prevenir quedas e infecções. No Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), na Grande Belém, esses cuidados fazem parte de protocolos acompanhados diariamente pelas equipes.                                                                                                                                 

O hospital mantém há seis anos consecutivos a certificação ONA Nível 3 — Acreditado com Excelência. A classificação representa o nível máximo da metodologia da Organização Nacional de Acreditação e reconhece instituições que apresentam processos integrados, cultura de melhoria contínua e maturidade na gestão da qualidade e da segurança. Na prática, a acreditação confirma que o hospital segue padrões nacionais de qualidade, monitora resultados e trabalha permanentemente para identificar riscos e aperfeiçoar a assistência. Para o paciente, isso aparece em procedimentos muitas vezes simples, mas fundamentais, como a conferência da pulseira antes da administração de um medicamento ou da realização de um exame.

A enfermeira Kelly Souza, do Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente, explica que a identificação correta utiliza dois marcadores principais: nome completo e data de nascimento. Nos casos em que existem pacientes com nomes iguais, também é utilizado o nome completo da mãe. “A confirmação desses marcadores, principalmente da pulseira de identificação, associada à conferência ativa dos dados antes da realização de cuidados, administração de medicamentos, coleta de exames, procedimentos e cirurgias, atua como barreira para falhas assistenciais”, destaca.

Entre as medidas adotadas pelo Hospital Galileu está o Protocolo de Cirurgia Segura. Antes e durante o procedimento, a equipe utiliza uma lista de verificação dividida em três momentos: antes da anestesia, antes da incisão cirúrgica e antes da saída do paciente da sala. Nesse processo, são confirmados a identidade do paciente, o procedimento que será realizado, o lado correto do corpo, o consentimento e os possíveis riscos anestésicos. A equipe também verifica a disponibilidade de materiais, equipamentos e medicamentos.

De acordo com os dados acompanhados pelo Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente, o indicador de cumprimento do protocolo manteve média de 100% de conformidade nas auditorias realizadas ao longo de 2026. “O checklist permite que os profissionais confirmem informações essenciais e fortaleçam a comunicação entre todos os integrantes da equipe. Cada verificação funciona como uma barreira adicional para evitar falhas”, ressalta Kelly Souza. O cuidado com a segurança começa desde a admissão. Cada paciente passa por uma avaliação para identificar possíveis riscos de queda, considerando suas condições clínicas e necessidades individuais. Quando o risco é identificado, são adotadas medidas como sinalização, auxílio durante a mobilização, organização segura do ambiente e orientação ao paciente e ao acompanhante.

Caso ocorra algum incidente, a situação é notificada e analisada pelo Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente. A avaliação permite identificar os fatores envolvidos e estabelecer ações para evitar novas ocorrências. A prevenção das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde também integra a rotina do hospital. O trabalho é realizado em conjunto com o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar e inclui higienização das mãos, uso adequado de dispositivos invasivos, cumprimento de técnicas assépticas, prevenção de infecções cirúrgicas, vigilância epidemiológica e uso racional de antimicrobianos. Indicadores, auditorias e notificações ajudam as equipes a identificar fragilidades e desenvolver medidas corretivas e preventivas.

Qualidade construída todos os dias

Para assegurar que os protocolos sejam incorporados à rotina, o Hospital Galileu promove capacitações desde a integração institucional, alcançando 100% dos novos colaboradores. As atividades continuam ao longo do ano por meio de campanhas, treinamentos, simulações realísticas, avaliações de aprendizagem, materiais audiovisuais e trilhas gamificadas. Os conteúdos envolvem identificação correta, cirurgia segura, segurança medicamentosa, higienização das mãos, prevenção de quedas e prevenção de lesões por pressão. “O treinamento não termina com a apresentação do conteúdo. Também avaliamos sua efetividade para verificar se o conhecimento foi realmente incorporado à prática assistencial”, reforça Kelly Souza.

“A qualidade e a segurança do paciente se consolidam quando há alinhamento entre a alta gestão e as equipes, com definição clara de prioridades, disponibilidade de recursos e apoio contínuo aos processos. É essa atuação conjunta que permite transformar protocolos em práticas cotidianas e fortalecer uma verdadeira cultura de segurança”, destaca a diretora executiva do HPEG, Paula Narjara.

Texto e fotos: Ascom/ HPEG.