Hospital Oncológico Infantil celebra Dia das Crianças com festa e comemora 11 anos de atuação

Hospital Oncológico Infantil celebra Dia das Crianças com festa e comemora 11 anos de atuação

13/10/2026 Off Por ASCOM

A recepção do Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo ganhou decoração temática para a Festa Doce Infância, realizada em comemoração ao Dia das Crianças e aos 11 anos de atuação da unidade

O Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol), em Belém, realizou nesta terça-feira (13) a Festa Doce Infância, programação especial em alusão ao Dia das Crianças. Com o tema “Adoçando Vidas e Espalhando Alegria”, o evento reuniu pacientes, familiares, profissionais e voluntários em uma manhã de música, fantasias, brincadeiras e interação. A celebração também marcou os 11 anos de funcionamento da unidade, inaugurada em 12 de outubro de 2015.

Realizada na recepção principal do hospital, a programação contou com decoração temática e a participação de personagens, grupos artísticos e atrações infantis e musicais. Entre os participantes estavam Tio Bala, Bruno Maia, Banda Halley, DJ Ruano, Fafá Maniva, Us Carapanãs, Batman Ronnie, Grupo de Cosplays do Pará, Bob Esponja, Grupo Sorria, Ociviai Aranhas de Belém e o Teatro do Grupo de Ação de Educação no Trânsito de Belém.

A iniciativa integrou as ações de humanização desenvolvidas pelo Hoiol e proporcionou às crianças uma pausa na rotina de consultas, exames, internações e tratamentos. Profissionais da unidade também entraram no clima da festa, utilizando fantasias e camisetas com temáticas infantis e interagindo com os pacientes e seus familiares.

Policiais da Rotam e voluntários entregaram presentes nos leitos

Brincar também faz parte do cuidado – A coordenadora de Humanização do Hoiol, Natacha Cardoso, explicou que a programação foi planejada para valorizar o direito das crianças de brincar e vivenciar a infância, mesmo durante o tratamento oncológico. “Para marcar essa data tão especial, escolhemos destacar um dos direitos fundamentais de toda criança, o direito de viver a infância. Nosso maior presente é proporcionar um dia de alegria, leveza e brincadeiras, reconhecendo que brincar é uma das formas mais importantes de expressão infantil”, afirmou.

Segundo a coordenadora, a celebração também favorece a aproximação entre pacientes, familiares e profissionais, fortalecendo os vínculos no ambiente hospitalar. “O ambiente hospitalar naturalmente está associado a procedimentos, medicamentos e momentos de preocupação. Quando conseguimos criar um espaço de brincadeira, música e fantasia, oferecemos à criança a possibilidade de vivenciar outras experiências dentro do hospital. A humanização está justamente em olhar para o paciente além da doença”, destacou.

A oncopediatra Alayde Vieira, Beatriz e Danielle Santos celebram mais um Sino da Vitória

Sino da Vitória – Um dos momentos marcantes da programação foi a celebração da cura de Beatriz dos Santos, de 12 anos, que venceu a leucemia após anos de tratamento. A menina tocou o Sino da Vitória, símbolo que representa a conclusão do tratamento oncológico. A mãe da estudante, a esteticista Danielle Santos, de 30 anos, emocionou-se ao recordar a trajetória da filha e agradecer à equipe do hospital pelo acolhimento recebido durante o tratamento.

“A minha gratidão pelo Oncológico Infantil é imensa e se estende desde a recepção à direção. Aqui conheci pessoas de coração enorme. Quando chegamos aqui pela primeira vez, levamos um susto porque pensávamos que tínhamos sido encaminhadas para um hospital particular. Era algo muito novo para a gente receber um tratamento tão carinhoso e humanizado. As técnicas, as enfermeiras, os médicos, todos foram muito importantes nessa caminhada. A doutora Alayde (Alayde Vieira, oncopediatra e diretora técnica do Hoiol) é maravilhosa, um verdadeiro amor de pessoa e sempre foi incrível com a minha filha”, ressaltou.

Vestindo uma camisa com a imagem de Nossa Senhora de Nazaré, Danielle também atribuiu à fé parte importante da trajetória de superação da família. Para ela, a devoção à padroeira dos paraenses foi uma fonte de força durante os anos de tratamento.

“A mensagem que deixo é de perseverança e fé. O câncer tem cura. Seguimos todas as orientações médicas e, com muita fé e dedicação, vencemos essa batalha. Não foi fácil. Minha filha chegou aqui com 3 anos e 9 meses e hoje, aos 12 anos, está curada, graças a Deus. Se não fosse a intercessão da Virgem Maria, talvez não estivéssemos aqui. Ela levou meu pedido a Jesus, e minha gratidão será eterna”, declarou, bastante emocionada.

Beatriz também compartilhou a emoção de concluir o tratamento e destacou a fé como fonte de força e esperança durante a jornada. “Sou muito grata a Deus e a Nossa Senhora. A fé me deu forças para continuar. Sonhei durante muitos anos com a minha cura e, hoje, esse grande dia chegou, justamente no mês do Círio. É uma emoção muito forte e especial para mim”, disse a menina.

Dalila Araújo e as filhas Maria Alice e Maria Sofia

Descontração – Para as famílias que acompanham crianças em tratamento oncológico, a programação representou uma oportunidade de aliviar, ainda que por algumas horas, as preocupações da rotina hospitalar. A dona de casa Dalila Araújo, de 29 anos, mãe de uma das pacientes, contou que a Festa Doce Infância proporcionou um momento especial para ela e as filhas, Maria Alice, de 8 anos, e Maria Sofia, de 1 ano e 9 meses. A filha mais velha está em tratamento oncológico na unidade há pouco mais de um ano. E, segundo ela, atividades como essa contribuem para tornar a experiência hospitalar mais leve para as crianças e seus familiares.

“A rotina de quem acompanha uma criança em tratamento é muito intensa. Por isso, quando acontece um evento como esse, a gente consegue esquecer as preocupações e simplesmente ver a criança sorrindo, brincando e sendo criança. O dia está sendo muito divertido. Essa programação veio no momento certo, porque muitas crianças também não têm condições de sair para aproveitar um dia especial. Ter essa experiência aqui no hospital é muito positivo”, afirmou Dalila.

Evento coutou a animação de palhaços e personagens infantis

Referência – Inaugurado em 12 de outubro de 2015, o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo é uma unidade pública do Governo do Pará especializada no atendimento a crianças e adolescentes com câncer. A unidade leva o nome do médico belenense Octávio Augusto Pereira Lobo (1920-1994), que teve atuação na medicina paraense e foi responsável por trazer para Belém o primeiro equipamento de radioterapia, entre outras tecnologias médicas.

Habilitado pelo Ministério da Saúde desde 2017 como Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), o Hoiol dispõe de 89 leitos exclusivos, dos quais 10 são destinados à Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Entre os procedimentos de alta complexidade realizados estão neurocirurgias, cirurgias de cabeça e pescoço e intervenções ortopédicas. Em setembro, a unidade registrou índice de satisfação dos usuários de 95,41%.

O Hoiol atende pacientes dos 144 municípios paraenses e também de estados vizinhos. Desde a inauguração, 436 crianças e adolescentes já tocaram o Sino da Vitória.

Para a diretora-geral do Hoiol, Sara Castro, os 11 anos de funcionamento da unidade foram marcados pelo compromisso com o cuidado humanizado. “Celebrar 11 anos é olhar para tudo o que construímos ao longo dos anos. Cada paciente, cada família e cada profissional deixa uma marca nessa história. Por isso, escolhemos comemorar essa data de uma maneira que representa aquilo em que acreditamos, que é o acolhimento, a humanização e a esperança. Ver os profissionais entrando na brincadeira, usando fantasias e interagindo com as crianças mostra que o cuidado também passa pelo afeto, pela escuta e pela presença. São momentos que ficam na memória”, afirmou.

Sara também destacou a importância de garantir que a infância seja vivenciada plenamente, mesmo durante o tratamento oncológico. “Que manhã feliz, que festa alegre! Era justamente isso que esperávamos. A infância não pode ficar em segundo plano durante o tratamento. Criar momentos de alegria, brincadeira e acolhimento também faz parte do cuidado. A Festa Doce Infância foi pensada para proporcionar às nossas crianças uma manhã diferente, cercada de carinho e alegria. Agradeço a todas as famílias, aos colaboradores, aos voluntários e aos parceiros que contribuíram para tornar esse momento possível”, destacou.

Parcerias – Ao agradecer aos parceiros que contribuíram para a realização do evento Natacha destacou a importância da união de esforços para proporcionar momentos de alegria e acolhimento aos pacientes e seus familiares. “Entre os apoiadores da iniciativa estão Abecas Capelania Internacional; Amanda Sampaio, do Cehmo; Sterisupri; Missora Lavanderia; Pamela Brito; ACCEB; Silvana e Grupo GSU; Sávio Coelho; Jucilene e Grupo Anjos da Esperança; Geane Lorena; Doce Festa; Secretaria Municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade de Belém (SEGBEL); Ação Cidadania, da IEQ Terceira Região; Cristele Arts; Batalhão de Rondas Ostensivas Táticas e Motorizadas (Rotam); e à diretoria assistencial que disponibilizou a barraca de acolhimento aos acompanhantes e cuidados com a saúde.”

Texto: Ascom/HOIOL

Fotos:Divulgação