HRPM fortalece atendimento na UTI Neonatal com treinamento sobre neuroproteção

HRPM fortalece atendimento na UTI Neonatal com treinamento sobre neuroproteção

05/09/2026 Off Por ASCOM

A gestão do Hospital Regional Público do Marajó (HRPM), por meio do Núcleo de Educação Permanente (NEP), promoveu, nos dias 2 e 3, o treinamento “Neuroproteção na UTI Neonatal: cada profissional faz parte do cuidado”, voltado a profissionais de diversos setores da unidade. Conduzida pelas enfermeiras Julianeth Barros e Kislley Almeida, a capacitação abordou os principais cuidados direcionados aos recém-nascidos prematuros e de baixo peso, considerando as vulnerabilidades e necessidades específicas desse público.

Durante o treinamento, foram trabalhados aspectos relacionados à proteção neurológica do prematuro, aos impactos dos estímulos ambientais presentes na UTI Neonatal e às práticas assistenciais que contribuem para uma assistência mais segura e humanizada.

Casulo Protetor – Entre as estratégias adotadas pela equipe de enfermagem do HRPM está o “Casulo Protetor”, que consiste no posicionamento adequado e no acolhimento do recém-nascido prematuro, favorecendo a organização corporal, o conforto e a proteção durante os cuidados. A estratégia também envolve medidas como redução de estímulos luminosos e sonoros, controle da manipulação e organização dos cuidados, contribuindo para diminuir o estresse, a dor e a instabilidade do bebê. Kislley Almeida explica que essa estratégia é fundamental, pois contribui para prevenir complicações aos recém-nascidos durante o período de ganho de peso no hospital.

“Muitos prematuros podem evoluir com sequelas, e algumas delas podem ser prevenidas por meio de um ambiente adequado na própria UTI. Medidas como o controle da luminosidade e do ruído, além da redução da manipulação excessiva, ajudam a diminuir a dor e a instabilidade do bebê e podem contribuir para a prevenção de complicações, como a hemorragia cerebral”, pontuou a enfermeira.

O médico pediatra do Regional do Marajó, Bruno Fernandes, acrescenta que capacitar a equipe tem um impacto que vai além do hospital: fortalece o cuidado neonatal na região, dá mais segurança às famílias e contribui para que essas crianças tenham um começo de vida mais protegido e com melhores perspectivas.

“Quando a gente fala em neuroproteção do prematuro, o benefício não fica restrito à UTI. Estamos falando de crianças que vão voltar para suas famílias e para suas comunidades, muitas vezes em municípios onde o acesso ao acompanhamento especializado é mais difícil. Quanto melhor for o cuidado desde o início, maior a chance de esse bebê evoluir com mais estabilidade e melhores condições de desenvolvimento”, afirmou.

Aprovação – Sirleia Ribeiro dos Santos, de 39 anos, foi uma das mães que se emocionaram com o método canguru. Ela é mãe da pequena Zoe Santos dos Santos, de apenas 44 dias de vida. Acompanhando a filha no HRPM, ela destaca o acolhimento recebido durante esse período. “Eu me senti tratada bem. Encontrei pessoas boas. Mesmo que eu não conheço, mas são pessoas boas que dão atenção para a gente”.

A experiência também foi marcada pela construção de confiança com a equipe e pela emoção de poder pegar a filha no colo após mais de um mês de espera. “Olha, pra mim, foi a melhor sensação do mundo, esperei ansiosa para pegar a minha filha no colo”, afirmou.

Dados – De janeiro a julho de 2026, o HRPM contabilizou 59 internações na UTI Neonatal.

 

Texto: Ascom HRPM