Policlínica de Tucuruí promove ações de valorização da vida durante o Setembro Amarelo
18/09/2026

Usuários assistiram à palestra da psicóloga da Unidade de Custódia e Reinserção de Tucuruí, Eliana França Pistorello
A importância de ouvir sem julgamentos e reconhecer sinais de sofrimento emocional esteve no centro das ações realizadas pela Policlínica Lago de Tucuruí durante a campanha Setembro Amarelo. Ao longo da semana, a unidade promoveu atividades direcionadas aos usuários e aos profissionais, com orientações sobre saúde mental, prevenção do suicídio e busca por ajuda especializada.
A programação foi organizada pelo Grupo de Trabalho de Humanização (GTH), como parte das iniciativas de acolhimento e valorização da vida desenvolvidas na unidade.
No dia 17 de setembro, o GTH realizou a ação “Valorização da Vida: Escutar é Estar Presente”, voltada aos usuários. A atividade criou um espaço de diálogo, escuta e reflexão sobre a importância do cuidado com a saúde emocional.

Equipe de Humanização da Policlínica com a palestrante Eliana França Pistorello
O encontro contou com a participação da psicóloga da Unidade de Custódia e Reinserção de Tucuruí, Eliana França Pistorello, que também coordena o curso de Psicologia da Faculdade Uninorte. A profissional apresentou orientações sobre acolhimento, escuta e formas de apoio às pessoas que enfrentam momentos de sofrimento.
Dinâmicas e momentos de interação estimularam a troca de informações e experiências entre os participantes. Uma das principais orientações foi a necessidade de acolher a dor do outro sem julgamentos ou respostas simplistas, além de incentivar a procura por acompanhamento profissional.
As atividades também contribuíram para ampliar o conhecimento dos trabalhadores sobre a identificação de sinais de sofrimento emocional no ambiente de atendimento.
Participação – Para o técnico de enfermagem e presidente da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), Maycon Oliveira, a iniciativa reforça a responsabilidade compartilhada na proteção da saúde mental. “Representa a validação de que o cuidado com a saúde mental é um dever coletivo e de que a empatia e a escuta ativa são ferramentas eficazes para salvar vidas”, afirmou.
Maycon destacou que o aprendizado poderá ser aplicado desde a triagem até o acolhimento reservado dos pacientes, com atenção aos sinais precoces de sofrimento e manejo seguro em situações de crise. Segundo ele, uma das orientações mais relevantes foi “validar a dor do outro sem tentar ‘resolver’ o problema imediatamente com conselhos simplistas”.
A assistente administrativa, Cleidiane de Sousa Silva, também ressaltou a importância da escuta qualificada nas relações com pacientes e colegas de trabalho. É importante ouvir as pessoas sem julgar e oferecer apoio quando percebermos que alguém está passando por um momento difícil”, disse, ao destacar a orientação que mais chamou sua atenção durante a atividade.

Dinâmicas e momentos de interação estimularam a troca de informações e experiências
Para Cleidiane, o conteúdo apresentado poderá ser incorporado à rotina profissional por meio de uma postura mais atenta e acolhedora. “Pretendo estar mais atenta aos sinais de que alguém possa estar enfrentando alguma dificuldade emocional, praticar uma escuta mais empática e, quando necessário, orientar e incentivar a busca por ajuda profissional. Acredito que pequenas atitudes de acolhimento podem fazer uma grande diferença”, declarou.
Com a programação, a Policlínica Lago de Tucuruí reforçou a importância de construir ambientes nos quais usuários e profissionais possam se sentir ouvidos, respeitados e acolhidos, não apenas durante o Setembro Amarelo, mas ao longo de todo o ano.
Texto: Ascom/Policlínica Lago de Tucuruí
Fotos: Divulgação



