Central de Regulação das Urgências do Baixo Amazonas reforça atendimento de urgência e emergência na região

Central de Regulação das Urgências do Baixo Amazonas reforça atendimento de urgência e emergência na região

28/10/2026 Off Por ASCOM

Unidade instalada pelo Governo do Pará registra mais de 15 mil chamadas em três meses de funcionamento

Central de Regulação do Baixo Amazonas funciona desde julho, descentralizando atenção: quase 16 mil atendimentos

Foto: Marcelo Lelis / Agência Pará

Central de Regulação do Baixo Amazonas funciona desde julho, descentralizando atenção: quase 16 mil atendimentos

Desde o início de suas atividades, em julho deste ano, a Central de Regulação das Urgências (CRU) do Baixo Amazonas e Tapajós, localizada em Santarém, no oeste paraense, já recebeu 15.901 chamadas pelo número 192. Desse total, 9.348 foram classificadas como atendimentos produtivos, o que equivale a 59% das ligações registradas entre os dias 3 de julho e 20 de outubro.

Implantada pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), a central reforça o atendimento de urgência e emergência na região, garantindo orientação médica e encaminhamento adequado às solicitações da população.

O balanço aponta que as principais ocorrências registradas nesse período foram casos de mal-estar geral, acidentes de trânsito, outros tipos de trauma e surtos psicóticos. A central também contabilizou 6.553 chamadas relacionadas a enganos, orientações e trotes. Com funcionamento 24 horas por dia, o serviço recebe as solicitações pelo número 192, avalia a gravidade de cada situação e, quando necessário, aciona as equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para prestar assistência aos pacientes.

Central de Regulação do Baixo Amazonas: demandas em crescimento

Foto: Marcelo Lelis / Agência Pará

Central de Regulação do Baixo Amazonas: demandas em crescimento
Os dados consolidados de julho a setembro também mostram o crescimento da demanda pelo serviço. No primeiro mês de funcionamento, entre os dias 3 e 31 de julho, foram registrados 2.576 atendimentos. Em agosto, considerando os registros disponíveis até o dia 16, foram contabilizados 2.151 atendimentos. Já em setembro, o número chegou a 5.396, o maior volume mensal apresentado no levantamento. Somados, os três períodos representam 10.123 registros de atendimento na central.

Para o enfermeiro Christiano Lima, enfermeiro técnico da CRU Baixo Amazonas e Tapajós, a implantação do serviço representa uma mudança importante na organização da assistência à população.

Antes, os atendimentos eram organizados de forma mais localizada, com limitações na integração dos serviços entre os municípios. Com a nova estrutura, as solicitações passaram a contar com uma regulação médica regionalizada, realizada diretamente pela central instalada em Santarém.

“Na prática, a população passou a contar com um serviço que recebe as solicitações, realiza a avaliação inicial e orienta os solicitantes, com a atuação dos médicos reguladores na definição das condutas mais adequadas para cada situação, contribuindo para uma assistência mais organizada e segura”, explica Christiano Lima.

Atendimento regionalizado

Estruturada para atender 20 municípios das regiões do Baixo Amazonas e Tapajós, a central tem uma área de abrangência estimada em mais de um milhão de habitantes. O serviço permite que as chamadas realizadas pelo número 192 sejam recebidas por profissionais preparados para avaliar cada ocorrência, orientar a população e articular os recursos disponíveis na rede de saúde, conforme a necessidade do atendimento.

Central de Regulação do Baixo Amazonas

Foto: Marcelo Lelis / Agência Pará

Central de Regulação do Baixo Amazonas
De acordo com o relatório consolidado de julho a setembro, Santarém concentrou a maior demanda, com 9.096 registros, o equivalente a 89,85% do total contabilizado no período. Na sequência aparecem Novo Progresso, com 364 atendimentos, e Itaituba, com 363.
Oriximiná registrou 85 atendimentos, enquanto Aveiro contabilizou 54. Os números demonstram a importância de Santarém como principal polo regional de saúde e a utilização do serviço por moradores de diferentes municípios do oeste paraense.

A regulação médica também contribui para organizar o envio de ambulâncias e o encaminhamento dos pacientes, evitando deslocamentos desnecessários e permitindo que os recursos disponíveis sejam direcionados conforme a gravidade das ocorrências.

A avaliação é feita por médicos reguladores, que definem as condutas a partir das informações repassadas durante as chamadas. Segundo Christiano, esse trabalho é fundamental para melhorar a organização da assistência e garantir que cada situação receba a atenção necessária.

“Esse processo permite avaliar a gravidade de cada ocorrência e direcionar a assistência conforme a necessidade do paciente e a disponibilidade dos serviços. Já existe um avanço importante na organização regional do serviço, com a ampliação do acesso à regulação médica pelo número 192”, destaca.

Para quem depende da rede pública de saúde, contar com uma estrutura preparada para atender situações de urgência representa mais segurança. A moradora de Santarém Daniela Cardoso, de 34 anos, realiza tratamento oncológico há um ano e três meses no Hospital Regional e considera essencial a disponibilidade de profissionais especializados, principalmente diante do crescimento da população e da demanda por assistência médica no município.

“Santarém está crescendo muito, tem muitas pessoas e o atendimento especializado é necessário e vital nesses momentos. É importante ter um atendimento ágil, porque isso salva vidas. E o mais importante é ter uma equipe especializada para cada caso, o que auxilia no tratamento, na sobrevida e no atendimento eficaz do paciente”, afirma Daniela.

A implantação da CRU do Baixo Amazonas e Tapajós também marcou uma nova etapa na descentralização do SAMU 192 no Pará, com a estruturação da regulação das urgências em todas as regiões do Estado. A central, primeira do serviço gerenciada pelo governo estadual, foi oficialmente entregue em setembro, juntamente com 24 novas ambulâncias do SAMU, resultado de uma parceria entre o Governo do Pará e o Ministério da Saúde, por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).

Como funciona o serviço

O atendimento começa quando o cidadão liga gratuitamente para o número 192. A chamada é recebida por um técnico auxiliar de Regulação Médica. Ele registra informações como endereço, pontos de referência, identificação do paciente e descrição da ocorrência. Em seguida, a ligação é encaminhada a um médico regulador, responsável por avaliar a gravidade da situação e definir a conduta mais adequada.

Central de Regulação do Baixo Amazonas: atenção pelo 192

Foto: Marcelo Lelis / Agência Pará

Central de Regulação do Baixo Amazonas: atenção pelo 192
Dependendo da ocorrência, o médico pode orientar o solicitante por telefone ou determinar o envio de uma ambulância do SAMU para realizar o atendimento no local. Quando necessário, o paciente é encaminhado a uma unidade de saúde, conforme a avaliação médica e a disponibilidade da rede assistencial.

O SAMU 192 deve ser acionado em situações de urgência e emergência, como acidentes de trânsito com vítimas, suspeitas de infarto ou acidente vascular cerebral (AVC), dificuldades respiratórias graves, crises convulsivas, queimaduras graves, afogamentos e outras situações que representem risco à vida.

 

Texto: Giullianne Dias / Ascom Sespa