Governo do Pará lança guia rápido para auxiliar documentação de crianças com autismo
10/02/2026O Governo do Pará, através da Coordenação Estadual de Políticas para Autismo (Cepa), vinculada à Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), lançou um guia rápido para auxiliar na identificação de crianças com autismo. O documento é um formulário eletrônico, desenvolvido pela Coordenação de Tecnologia e Informática em Saúde da Sespa, que pode ser preenchido rapidamente pelos responsáveis da criança com informações de identificação, preferências e dificuldades.
Segundo o titular da Sespa, Ualame Machado, o formulário será fundamental para identificação de crianças com autismo. “A guia irá contribuir não apenas para professores, terapeutas e outros profissionais de saúde, mas também para nós do Governo, identificando quem são as pessoas, e assim trabalharmos para seguir garantindo mais inclusão, direitos e a disponibilização dos serviços de forma eficiente”, afirmou.
“Este material tem como objetivo principal auxiliar a família atípica a se comunicar com a escola, ajudando a instituição a identificar as preferências e particularidades da criança autista e tomar ciência de diversas informações úteis para a plena inclusão dela no ambiente escolar. Sabendo de informações como o hiperfoco da criança, o professor pode direcionar sua metodologia de ensino para aquele aluno ter um aproveitamento melhor em sala de aula”, explica Brenda Maradei, coordenadora da Cepa.
Para criar o guia rápido de identificação TEA basta entrar neste site, preencher as informações do formulário e clicar na opção “gerar guia rápido”. O documento pode ser impresso ou salvo no computador, para ser distribuído digitalmente.
“O guia foi elaborado após um diálogo aprofundado com a comunidade, englobando as questões mais relevantes para os pais atípicos. Embora o foco seja dialogar com a escola e os professores, o formulário também pode ser distribuído para terapeutas, cuidadores e demais pessoas que fazem parte do convívio desta criança, para que todos possam compreender esta criança e auxiliar na sua regulação sensorial quando necessário”, conclui a coordenadora.
Por Ingo Müller (SESPA)



