Hospital da Mulher do Pará realiza mutirão de implantes contraceptivos de longa duração
11/03/2026Ação integra a programação da Semana da Mulher e amplia o acesso ao planejamento reprodutivo, além de promover a qualificação profissional
O Hospital da Mulher do Pará (HMPA) promove um mutirão de implantes anticoncepcionais de longa duração como parte da programação da Semana da Mulher da unidade. A iniciativa integra as estratégias de fortalecimento do planejamento familiar desenvolvidas no hospital, com atendimento a pacientes reguladas pelo sistema da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa).
Inserido sob a pele do braço, o método contraceptivo reversível de longa duração, conhecido pela sigla em inglês LARC, é eficaz e dispensa o uso diário, eliminando assim falhas por esquecimento da utilização. O implante contraceptivo oferece proteção por até três anos e permite o retorno da fertilidade após a retirada, sendo considerado uma das alternativas mais seguras no planejamento reprodutivo.
Para a ginecologista Brenda Diniz Rodrigues, iniciativas que ampliam o acesso aos métodos contraceptivos de longa duração representam um passo importante na garantia dos direitos reprodutivos das mulheres. “Os LARCs permitem que a mulher tenha controle sobre seu planejamento reprodutivo, com métodos seguros, eficazes e que promovem verdadeira autonomia sobre quando e se deseja engravidar”, destaca.
Para a cuidadora de idosos Letícia da Costa, de 20 anos, o acesso gratuito ao método contraceptivo representa uma oportunidade importante para muitas mulheres. “Eu acho muito importante porque muitas mulheres não têm condições e querem se proteger de alguma forma. A maioria dos medicamentos hoje em dia é cara, os anticoncepcionais também são caros, então eu acho muito importante porque ajuda muitas mulheres”, disse.
A equipe envolvida na ação é composta por seis médicos residentes, doze acadêmicos de medicina e dois médicos ginecologistas. A iniciativa alia assistência à população e formação especializada, contribuindo para a qualificação de futuros profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS).
“Além da assistência à população, a ampliação também fortalece a formação de acadêmicos de medicina e residentes médicos, que passam a vivenciar na prática o cuidado integral à saúde da mulher e o acesso a tecnologias contraceptivas modernas. Assim, o hospital cumpre um papel duplo: cuidar das mulheres do nosso estado e formar profissionais cada vez mais qualificados para o SUS”, reforça Brenda.
Texto: Ascom/HMPA







