Fundação Hemopa reúne histórias de mães unidas para incentivar a doação de sangue
11/05/2026Para muitas mães, o significado de “cuidar” envolve a espera por uma bolsa de sangue, enquanto para outras o significado do verbo passa por um gesto de amor ao próximo: estender o braço e doar. Há, ainda, aquelas que transformaram a própria dor em acolhimento para outras mulheres. Em comum, todas compartilham a experiência de viver a maternidade a partir de três pilares: cuidado, força e solidariedade.
Neste Dia das Mães, a Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) destaca histórias de mulheres que encontraram na maternidade, no ambiente solidário e no acolhimento formas de fortalecer a luta pela vida. A campanha “Mães de Todos os Tipos: Seu Sangue Corre nas Veias”, desenvolvida no mês de maio, reúne relatos de mães doadoras, mães de pacientes atendidos pela hemorrede e mulheres que dependem da doação de sangue durante tratamentos de saúde.
Segundo dados da Diretoria Técnica (Ditec) da Fundação Hemopa, mais de 35 mil pessoas compareceram para doar sangue na hemorrede estadual entre janeiro e março de 2026. Desse total, mais de 28 mil fizeram a doação, reforçando a importância da participação voluntária para manter o atendimento aos pacientes que dependem de transfusões regulares.
Um novo olhar – Entre as histórias reunidas pela campanha está a da gestora de Recursos Humanos Karina Nogueira, mãe da menina Laura e doadora regular de sangue. Servidora do Hemopa, ela afirma que a maternidade transformou a forma como enxerga a doação. “Antes de ser mãe eu já era doadora de sangue. Mas depois da maternidade passei a enxergar a doação de uma forma ainda mais sensível. A gente começa a pensar que qualquer criança pode precisar de ajuda em algum momento, inclusive a nossa”, diz Karina.
Segundo ela, conviver diariamente com pacientes e familiares dentro da instituição também reforçou o sentimento de solidariedade. “Quando a gente vê de perto mães lutando pela vida dos filhos entende que doar sangue é uma forma de cuidado. Isso me motivou também, como mãe e doadora”, ressalta.

Madalena Calandrini e Isaac, em tratamento contra aplasia medular: ‘as doações representam esperança e qualidade de vida’ Foto: Aline Seabra – Ascom/Hemopa
Segundo Madalena, a maternidade ganhou um novo significado após o diagnóstico do filho. “Ele me fez forte. Hoje, eu me sinto uma mulher forte”, afirma. Ex-doadora de sangue, ela reforça a importância da solidariedade para pacientes que dependem constantemente das bolsas de sangue durante o tratamento. “As doações nunca são suficientes. Muitas pessoas precisam todos os dias”, reforça.

Madalena Calandrini e Isaac, em tratamento contra aplasia medular: ‘as doações representam esperança e qualidade de vida’ Foto: Aline Seabra – Ascom/Hemopa
Para ela, a maternidade também se tornou uma fonte de força diante das dificuldades impostas pela doença. “Quando você é mãe, você ama duas vezes. Precisa se amar para transmitir amor e segurança para o seu filho”, completa.
Moradora de Abaetetuba, a médica veterinária Alessandra Lima, doadora de sangue desde os 16 anos, também integra a campanha ao compartilhar a experiência de viver a maternidade no cuidado com a cadela Maju, que considera parte da família.
“Mãe é cuidar, zelar, organizar toda a nossa vida em prol daquele ser”, ressalta Alessandra, que cresceu acompanhando o exemplo do pai, doador há mais de 20 anos, e transformou a doação em um hábito contínuo. “É um ato rápido, voluntário, e que faz uma enorme diferença para quem recebe”, garante.

Alessandra Lima, médica veterinária: ‘mãe é cuidar, zelar e proteger’ Foto: Aline Seabra – Ascom/Hemopa
Além da doação de sangue, a campanha incentiva o cadastro de medula óssea como forma de ampliar as chances de tratamento para pacientes hematológicos e oncológicos.
Serviço: Para doar sangue é necessário estar em boas condições de saúde, ter entre 16 e 69 anos, pesar acima de 50 quilos e apresentar documento oficial com foto. Menores de idade devem estar acompanhados do responsável legal.




