Hospital Metropolitano lança cartilha para reforçar prevenção de acidentes com queimadura

Hospital Metropolitano lança cartilha para reforçar prevenção de acidentes com queimadura

11/06/2026 Off Por ASCOM

Com o objetivo de conscientizar a população sobre os riscos de acidentes com queimaduras e incentivar a adoção de medidas preventivas no dia a dia, o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua, lançou a cartilha educativa ‘Queimadura é coisa séria, Maninho!‘.

Com acesso gratuito, o material reúne orientações simples e acessíveis sobre os principais cuidados para prevenir queimaduras dentro e fora de casa, além de informações sobre primeiros socorros e situações que exigem atenção imediata.

A iniciativa contempla a campanha nacional “Junho Laranja”, que alerta para a prevenção desses acidentes, e integra as ações de educação em saúde desenvolvidas pela unidade, referência no tratamento de vítimas de queimaduras na região Norte, com foco em reduzir o número de acidentes e de pessoas atendidas por essas lesões. Somente em 2025, 563 pessoas foram atendidas no CTQ. De janeiro a abril deste ano, já foram 218.

Foto: Divulgação

Cuidado especializado – O HMUE é a única unidade pública do Norte do Brasil com um Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), com estrutura exclusiva para atendimento especializado a crianças, adultos e idosos vítimas desse tipo de lesão.

Especialistas do Centro apontam que grande parte dos acidentes pode ser evitada com medidas simples, como, por exemplo, manter crianças longe da cozinha durante o preparo de alimentos, posicionar os cabos das panelas voltados para dentro do fogão, evitar o uso de álcool para acender churrasqueiras e não sobrecarregar tomadas elétricas. Essas e outras recomendações fazem parte da cartilha, elaborada com base nas ocorrências mais frequentes atendidas pela equipe do hospital.

Nellyane Ferro, coordenadora do CTQ do HMUE, destaca que a prevenção continua sendo a principal forma de reduzir o número de acidentes. “Parte das queimaduras acontece dentro de casa e poderia ser evitada com cuidados simples. Nosso objetivo é levar informação à população e contribuir para que crianças, adultos e idosos estejam mais protegidos desses acidentes, que muitas vezes deixam sequelas físicas e emocionais importantes”, ressalta.

Além das orientações preventivas, a cartilha também apresenta informações sobre os primeiros cuidados em caso de acidente. Entre as recomendações estão resfriar a área afetada com água corrente, não utilizar substâncias caseiras sobre a queimadura e procurar atendimento médico quando necessário.

Foto: Divulgação

Tecnologia que acelera a recuperação – Aliado ao tratamento de queimados, o HMUE conta com o Centro de Medicina Hiperbárica, serviço pioneiro no Sistema Único de Saúde (SUS) das regiões Norte e Nordeste. A tecnologia atua como importante aliada na recuperação de pacientes queimados, contribuindo para a cicatrização das lesões, redução do risco de infecções e melhora da resposta ao tratamento.

O tratamento consiste na inalação de oxigênio 100% puro em câmaras pressurizadas, aumentando significativamente a quantidade de oxigênio transportada pelo sangue. Esse processo favorece a regeneração dos tecidos, potencializa a ação de antibióticos e auxilia na recuperação de feridas complexas, comuns em pacientes vítimas de queimaduras graves.

A unidade dispõe de cinco câmaras hiperbáricas de uso individual, integradas à linha de cuidado oferecida aos pacientes do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ). A iniciativa reforça o compromisso da unidade em aliar tecnologia, assistência especializada e humanização para garantir melhores resultados clínicos e maior qualidade de vida aos usuários.

“A medicina hiperbárica tem um papel fundamental na recuperação dos pacientes queimados, especialmente nos casos mais graves. O tratamento contribui para a cicatrização das lesões, reduz o risco de complicações e auxilia na recuperação dos tecidos, permitindo uma resposta mais eficaz e segura ao tratamento. É um recurso que complementa a assistência especializada oferecida pelo Hospital Metropolitano e faz diferença na qualidade de vida dos pacientes”, destaca Nellyane Ferro.

Texto: Ascom/ HMUE