Dia mundial do câncer alerta sobre a importância da prevenção e do autocuidado
04/02/2026
Hospital Ophir Loyola, em Belém
O dia 4 de fevereiro foi instituído, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como o Dia Mundial de Combate ao Câncer e a Secretaria de Estado de Saúde Pública (SESPA) considera oportuna a data para reafirmar o seu compromisso de fortalecimento de ações de prevenção, bem como a ampliação do acesso dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) aos serviços de diagnóstico e tratamento do câncer, em todas as regiões do Pará.
Na sequência, o dia 5 de fevereiro foi definido como o Dia Mundial da Mamografia, reforçando a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama, que é o tipo mais frequente entre as mulheres, o que torna essencial a conscientização e o estímulo à realização regular dos exames.
De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), entre 30% e 50% dos casos de cânceres podem ser evitados por meio da adoção de estratégias eficazes de prevenção. Diante desse cenário, os profissionais de saúde utilizam essas datas comemorativas para reforçar a importância das ações preventivas e do diagnóstico precoce.
Com o objetivo de reduzir esses índices, são desenvolvidas campanhas educativas como o Março Lilás, o Outubro Rosa e o Novembro Azul, que promovem a conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce dos cânceres do colo do útero, de mama e de próstata, respectivamente.

HRBA é referência em assistência de média e alta complexidade no oeste paraense
Considerando o tratamento oncológico, atualmente, além do Hospital Ophir Loyola (HOL), o Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB), em Belém; os Hospitais Regionais do Baixo Amazonas (HRBA), em Santarém; do Sudeste do Pará (HRSP), em Marabá; o Hospital Regional de Tucuruí (HRT); e o Hospital Regional de Castanhal (HRPC) atendem pacientes oncológicos adultos. Para crianças e adolescentes, os hospitais Oncológico Infantil Octavio Lobo (HOIOL), em Belém, e o Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), em Santarém, realizam atendimentos especializados para o câncer infanto-juvenil.
Entre os recentes avanços estaduais, estão o novo Centro de Cuidados Paliativos Oncológicos do Ophir Loyola, em Belém, um espaço especializado e adaptado para acolher pacientes em estágio avançado da doença, com foco no alívio da dor, no controle de sintomas e na promoção da qualidade de vida. Em 2025 também ocorreu a modernização do serviço de Radioterapia, que passou a contar com dois novos aceleradores lineares, equipamentos de última geração, permitindo ampliar o acesso para mais pacientes e melhorar a qualidade do tratamento radioterápico, alinhando o HOL aos mais altos padrões da oncologia nacional.

Hospital Regional de Castanhal
Além disso, a Sespa vem fortalecendo e melhorando o acesso aos serviços de média complexidade por meio das policlínicas (Metropolitana, Tucuruí e Capanema), para a realização de diagnósticos precoces dos cânceres mais prevalentes, com oferta de consultas e exames especializados, incluindo biópsias. “As policlínicas do Estado dispõem de tecnologia avançada para oferecer exames de laboratório e por imagens que auxiliam na investigação de cânceres, a exemplo do de mama, pele, cólon, reto, colo do útero e pulmonar”, recentemente, foram entregues as Policlínicas de Marabá e Bragança e em 2026 iremos ter a Policlínica de Santarém”, destaca a coordenadora de atenção oncológica da SESPA, Patrícia Martins.
A Sespa ressalta ainda que os exames preventivos são atribuição da Atenção Básica, ou seja, responsabilidade dos municípios. Outra ação importante é o combate ao tabagismo, um dos principais fatores de risco do câncer. Além do atendimento oferecido pelo Centro de Tratamento do Fumante, em Belém, a Sespa alerta que tratamentos para deixar de fumar também são disponibilizadas pelos municípios por meio de estratégias das Unidades Básicas de Saúde.
Sinais
Alguns indivíduos estão geneticamente predispostos a desenvolver um tipo particular de câncer, independente da ação do ambiente. Em adultos, mudanças nos estilos de vida ajudam a reduzir as chances de desenvolvimento da doença, mesmo em pessoas que nascem com propensão genética.

A coordenadora estadual de Oncologia da Sespa, Patrícia Martins: “o diagnóstico precoce é essencial para melhores resultados”
Patrícia Martins afirma que a maioria dos cânceres estão associados a exposições ambientais e ao estilo de vida. “Evitar maus hábitos como alimentação inadequada, o sedentarismo, uso de tabaco e abuso no consumo de álcool, ajudam a diminuir a mortalidade pela doença”, explica, acrescentando que além desses fatores, infecções crônicas por vírus, como a hepatite B e o HPV, sobrepeso e obesidade, radiação e exposição a substâncias químicas são outros fatores de risco para o aumento da doença. Com destaque para vacinação contra HPV para meninos e meninas de 9 a 19 anos, que previne contra os canceres do colo do útero, pênis e boca.
No dia 8 de março de 2024 foi publicada a Portaria SECTICS/MS nº 3, de 07 de março de 2024, um marco importante na política pública da saúde da mulher no Brasil, que incorpora os testes moleculares para detecção de HPV oncogênico (DNA-HPV), no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). O teste é capaz de identificar o material genético dos tipos de HPV que têm maior risco de causar câncer, especialmente o câncer do colo do útero.
Essa tecnologia permite intervalos maiores entre os exames quando o resultado é negativo, o que melhora a adesão da população alvo ao rastreamento organizado do Programa de Controle do Câncer do Colo do Útero, contribuindo na redução de novos casos e de mortalidade.
“Se a pessoa tem histórico de câncer na família, deve passar por avaliação e exames periodicamente. Ao apresentar alguma suspeita, a recomendação é que seja encaminhada a um médico para fazer o diagnóstico correto e rápido. Assim são maiores as chances de o tratamento dar certo e de diminuir possíveis complicações que aparecem mesmo depois do tumor ter sido tratado”, orienta Patrícia Martins.


