Hospital Metropolitano fortalece sensibilização a famílias para doação de órgãos

Hospital Metropolitano fortalece sensibilização a famílias para doação de órgãos

11/02/2026 Off Por ASCOM

Unidade de referência no Pará, o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), no município de Ananindeua (Região Metropolitana de Belém), desempenha um papel fundamental na ampliação do acesso a transplantes de órgãos, ao conduzir, de forma ética, técnica e humanizada, todo o processo de identificação, diagnóstico e abordagem a familiares.

Em todo o fluxo, a unidade segue, rigorosamente, a Lei nº 9.434, de 1997, que dispõe sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo para transplante e tratamento. Assim, qualquer ação relacionada à captação só ocorre após a confirmação do diagnóstico de morte encefálica, conforme normas do Ministério da Saúde.

Profissionais do HMUE: equipe enfrenta o desafio de manter contato com os familiares

Diagnóstico e sensibilização – Quando se esgotam todas as possibilidades para recuperar a saúde do usuário, e o diagnóstico de morte encefálica é fechado, ocorre a sensibilização dos familiares. No HMUE, esse processo é coordenado pela Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT), que acompanha desde a identificação precoce, classificada como suspeita, até a condução do protocolo de diagnóstico. Somente após a confirmação de ME ocorre a abordagem à família.

“A autorização dos familiares é o que condiciona a captação, independente se a pessoa declara em vida que quer ser doadora. Se não houver o sim da família, não seguimos. Essa é uma das etapas mais desafiadoras de todo o processo”, ressalta Luan Jaques, coordenador da CIHDOTT.

Dados – Entre 2023 e 2025, o HMUE realizou 174 captações, sendo 93 de órgãos e 81 de córneas. “A família só é abordada para sensibilização da doação quando o diagnóstico de ME está totalmente fechado. Nosso compromisso é garantir que esses entes compreendam o diagnóstico, tenham todas as dúvidas esclarecidas e se sintam acolhidos. A decisão é sempre da família, e ela é respeitada em qualquer circunstância”, reitera Luan Jaques.

Abordagem só ocorre após a confirmação da morte encefálica

Foto: ASCOM / HMUE

Abordagem só ocorre após a confirmação da morte encefálica

O diretor Assistencial do Hospital Metropolitano, Clóvis Guse, destaca o impacto direto desse trabalho para a saúde pública. “O HMUE tem um papel estratégico para a saúde pública do Pará por ser referência no atendimento de traumas de média e alta complexidade. Esse perfil assistencial envolve, muitas vezes, pacientes jovens e previamente saudáveis, que enfrentam situações de trauma grave, o que amplia o potencial para a doação de órgãos. É importante reforçar que, em todos os casos, o nosso principal objetivo é sempre salvar vidas. Somente após esgotadas todas as possibilidades terapêuticas, e com o diagnóstico de morte encefálica devidamente confirmado, é que se abre a possibilidade da captação para doação”, reforça.

“As equipes atuam com sensibilidade para esclarecer e promover o entendimento sobre a possibilidade de transformar essa perda em um gesto capaz de minimizar ou até encerrar o sofrimento de outras pessoas e famílias. É um trabalho conjunto, pautado no respeito à individualidade de cada família e no cumprimento rigoroso dos padrões nacionais estabelecidos”, acrescenta o diretor.

Foto: ASCOM / HMUE

Atendimentos – Pertencente à rede pública de saúde do Governo do Pará, e gerenciado pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), o Hospital Metropolitano é referência estadual em atendimento de média e alta complexidade, especialmente nos casos de trauma e queimaduras, atendendo pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A unidade dispõe de leitos operacionais em traumatologia, cirurgia geral, neurocirurgia, clínica médica, pediatria, cirurgia plástica para vítimas de queimaduras e unidades de terapia intensiva (UTI), consolidando-se como um dos principais centros de atendimento de urgência e emergência do Estado.

Texto: Ascom/HMUE