Pacientes do Hospital de Clínicas Gaspar Vianna participam de atividade terapêutica em espaço cultural de Belém
25/04/2026O Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (HC) realizou nesta sexta-feira (24), em Belém, uma atividade terapêutica externa com pacientes da clínica psiquiátrica no Porto Futuro II. A iniciativa faz parte de um projeto que busca promover o bem-estar, a humanização do cuidado e o acesso a espaços culturais da cidade durante o período de internação.

Foto: Bruno Cecim / Ag. Pará
A ação integra o projeto Território em Movimento, desenvolvido pela equipe multiprofissional do HC, que organiza mensalmente passeios em locais de lazer, cultura e contato com a natureza na Região Metropolitana de Belém. A proposta é ampliar o cuidado em saúde mental para além do ambiente hospitalar.
“Todo mês a equipe biopsicossocial realiza esses passeios com os pacientes. Esse também faz parte de um projeto de pesquisa sobre cultura, território e acesso a dispositivos culturais por pessoas em situação de crise psíquica”, explica a residente de Terapia Ocupacional, Ana Clara Ferreira.
Segundo a profissional, a escolha do local leva em consideração aspectos culturais, ambientais e de acessibilidade. “Como esta semana é voltada ao meio ambiente, escolhemos o Porto Futuro II, que possibilita esse contato com a Baía do Guajará, com a natureza e com espaços culturais gratuitos, como exposições e atividades mediadas”, destaca.
Durante a programação, os pacientes participaram de atividades físicas, utilizaram a academia ao ar livre e visitaram espaços culturais, ampliando o repertório e fortalecendo o vínculo com o território. “A proposta é que eles conheçam esses espaços e saibam que podem acessá-los. Isso contribui para identidade, pertencimento e saúde mental”, ressalta Ana Clara Ferreira.
Cuidado que vai além das paredes do hospital
As atividades externas também fazem parte do plano terapêutico da clínica psiquiátrica. De acordo com o educador físico Rômulo Santos, os pacientes são selecionados, principalmente, entre aqueles com maior tempo de internação, como forma de proporcionar momentos de lazer e bem-estar.
O projeto já passou por outros pontos da cidade, como o Bosque Rodrigues Alves, e deve continuar com novas programações mensais, sempre com foco na humanização e na reintegração social dos pacientes.
Relatos reforçam acolhimento e cuidado
Para os acompanhantes, a iniciativa também representa um diferencial no tratamento. A dona de casa Terezinha de Jesus Braga Silva, de 51 anos, que acompanha a filha durante a internação, destaca a importância das atividades. “Está sendo muito bom. Sair do hospital e ir pra um lugar externo é muito bom mesmo. Achei muito bom pra ela”, afirma.
Ela também ressalta o atendimento recebido no hospital. “Ela tá sendo bem cuidada. Estamos sendo bem tratados, não tenho o que dizer. Tem psicóloga, enfermagem, atividades… graças a Deus tá tudo bem”, completa.
A programação do projeto segue com novas saídas ao longo dos próximos meses, sempre com a proposta de aproximar os pacientes dos espaços públicos da cidade e ampliar as possibilidades de cuidado durante a internação.

Texto: Kelly Barros (Ascom HC)






