Referência em Hemodiálise, Hospital da Transamazônica abre Semana do Rim com alerta sobre prevenção

Referência em Hemodiálise, Hospital da Transamazônica abre Semana do Rim com alerta sobre prevenção

11/03/2026 Off Por ASCOM

 

Beber bastante água, reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados, sal e açúcar, e ficar atento a sinais. Esses foram os assuntos que pautaram o bate-papo entre profissionais de saúde, pacientes e acompanhantes do Hospital Regional Público da Transamazônica (HRPT), em Altamira, sudoeste paraense. O encontro, na manhã de segunda-feira, 9 de março, abriu a “Semana do Rim”, que segue até esta sexta-feira, 13. A campanha nacional trabalha a conscientização sobre cuidados com dois dos órgãos mais importantes para o funcionamento do corpo humano.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que uma em cada dez pessoas tem algum tipo de doença renal crônica, o que significa que 850 milhões de habitantes do nosso planeta vivem sem as funções básicas dos rins. No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, são 10% (200 mil) da população. O auxiliar administrativo Jean Marcos Silva, de 46 anos, é parte da estatística. Faz um ano que ele descobriu que precisava ser submetido à hemodiálise. A rotina semanal consiste em três sessões de quatro horas. “Mudou tudo na vida, tive até que parar de trabalhar”, lamenta, ao mesmo tempo em que agradece por poder acessar o tratamento disponibilizado pelo SUS. “A equipe toda é muito importante, gentil e educada”, elogia.

Jean é um dos espectadores do bate-papo que abriu a agenda da “Semana do Rim” no Hospital da Transamazônica, único centro de saúde a ofertar o serviço na região. Atualmente, 123 usuários são submetidos ao tratamento de filtragem do sangue que, antes de voltar para o sistema circulatório, passa por uma desintoxicação completa. Esse é o último estágio no processo de adoecimento dos rins e o responsável por manter os órgãos em funcionamento, explica o nefrologista Eduardo dos Anjos. “O estágio 1 ainda apresenta função renal acima de 90%; o 2 indica variação de 60% a 89%; o 3 sinaliza para um desempenho entre 45% e 59% (3a) e 30% a 44% (3b). Quando a doença chega ao estágio 4, os rins só têm capacidade de desempenhar de 15% a 29% de suas funções. E, finalmente, o mais grave, chamado estágio 5. Quando o paciente se enquadra nesse perfil quer dizer que os rins estão funcionando com menos de 15% da capacidade”.

“Os cuidados para que a doença não evolua com piora dos estágios são, principalmente: sono reparador, dieta adequada e atividade física”, aponta o médico. Eduardo dos Anjos também alerta que é preciso ter “controle da pressão arterial, da glicemia, do peso, e suspender tabaco e álcool”. Essas orientações fazem parte da rotina no Hospital da Transamazônica. Os pacientes em diálise são acompanhados de perto por uma equipe multiprofissional, detalha a coordenadora do setor, Patrícia Lisboa. “A Nutrição orienta a alimentação adequada para ajudar no controle de líquidos e minerais; o Serviço Social oferece apoio em questões como auxílio para aquisição de direitos, benefícios e acesso a exames; já a Psicologia realiza acolhimento e suporte emocional durante o tratamento”.

 

Saúde e Meio Ambiente

“Cuidar das Pessoas e Proteger o Planeta”. A campanha de prevenção a doenças renais deste ano joga luz sobre dois temas que, de cara, não teriam nenhuma relação. Afinal, como a saúde humana pode estar ligada ao Meio Ambiente? Quem responde é o especialista em assuntos ambientais do HRPT, Roberto Santana. “Existe o mito que a saúde renal está atrelada somente à hidratação do corpo, mas todos os fatores externos do planeta contribuem, como qualidade do ar, qualidade do cultivo dos chamados alimentos orgânicos que muitas vezes utilizam agrotóxicos, e a contaminação dos reservatórios de água com metais pesados e outras substâncias. Ao longo do tempo, isso se torna muito nocivo ao rim”.

Diminuir os riscos à nossa saúde passa por um processo de conscientização coletiva que, quando o planeta adoece, a gente fica vulnerável. É como uma criança que deixa de ser vacinada, mas, nesse caso, a imunização não precisa nem de agulha, reflete Roberto. “Cuidar do planeta é uma forma de prevenção para esse tipo de doença [dos rins], não poluindo os rios, não emitindo gases de efeito estufa e cultivando alimentos orgânicos sem uso de veneno”. A didática é aplicada pelo ambientalista durante as palestras que compõem a “Semana do Rim”.

Até sexta-feira, 13 de março, a campanha terá uma série de atividades voltadas para o tema. Mais do que tratar quem carrega uma doença crônica, como missão social, o Hospital da Transamazônica planejou ações para além dos muros da unidade.

 

Confira a programação

11 de março

Horário: 16h

Local: Escola Estadual Polivalente de Altamira

Atividade: Palestra educativa sobre prevenção das doenças renais

 

12 de março

Horário: 10h

Local: Escola Odila de Souza

Atividade: Palestra educativa sobre prevenção das doenças renais

 

12 de março, à tarde: Blitz Educativa

Horário: 17h

Local: Semáforo em frente ao Hospital Regional Público da Transamazônica

Atividade: Distribuição de panfletos informativos e orientações

13 de março

Horário: 16h

Local: Escola Estadual Professora Ducilla de Almeida do Nascimento

Atividade: Palestra educativa e encerramento da Semana do Rim

 

Texto: Assessoria de Comunicação do HRPT.