Hospital de Clínicas orienta pacientes sobre retomada da rotina após cirurgia cardíaca
18/06/2026Especialistas destacam que a recuperação vai além da alta hospitalar e envolve alimentação, atividades físicas, retorno ao trabalho e qualidade de vida
Receber alta hospitalar após uma cirurgia cardíaca representa uma conquista para muitos pacientes, mas também marca o início de uma nova etapa repleta de dúvidas. Quando voltar a dirigir? Posso trabalhar? Como deve ser a alimentação? E a vida sexual, quando pode ser retomada?
No Hospital de Clínicas Gaspar Vianna, em Belém, a equipe multiprofissional orienta os pacientes ainda durante a internação para que o retorno à rotina aconteça de forma segura e respeitando o tempo de recuperação de cada pessoa.
Segundo o cardiologista Antônio Monteiro, o pós-operatório exige cuidados que vão desde o uso correto das medicações até a retomada gradual das atividades do dia a dia. “Cada paciente possui um tempo de recuperação. O importante é seguir as orientações médicas, respeitar os limites do próprio corpo e retornar às atividades de maneira progressiva. A recuperação não termina quando o paciente recebe alta”, esclarece.
Além dos cuidados físicos, o processo também envolve aspectos emocionais. A terapeuta ocupacional Marly Lobato explica que é comum o paciente sentir medo ou insegurança ao voltar para casa. “Muitas dúvidas surgem nesse momento. Alimentação, exercícios, trabalho, dirigir e até a vida sexual fazem parte desse processo de readaptação. Por isso, a orientação é individualizada e busca oferecer segurança para que o paciente recupere sua autonomia aos poucos”, detalha.
O diretor de transporte André de Souza, de 45 anos, morador de Jacundá, está prestes a receber alta após passar por uma cirurgia cardíaca no Hospital de Clínicas. Para ele, a expectativa de voltar para casa vem acompanhada de mudanças e novos desafios.
“O medo maior é passar por tudo isso de novo. A gente sabe que vai precisar mudar a rotina, descansar mais, cuidar da alimentação e seguir todas as orientações. Também fico pensando que não vou poder dirigir por um tempo e nem pegar minha filha no colo logo quando chegar em casa. São coisas simples, mas que fazem diferença”, conta.
Entre as dúvidas que surgem durante a recuperação, André conta que a retomada da vida íntima também gera preocupação. “A preocupação existe. A gente quer voltar à rotina, mas sem colocar a saúde em risco. O importante é entender o momento certo e seguir as orientações dos profissionais para fazer tudo com segurança”, complementa.
Segundo o cardiologista, a atividade sexual pode ser retomada quando o paciente estiver clinicamente estável e liberado pela equipe médica. Assim como qualquer outra atividade física, ela deve respeitar a evolução de cada caso.
Para a equipe do Hospital de Clínicas Gaspar Vianna, a recuperação vai além da cirurgia. O acompanhamento profissional, a informação e o apoio à família são fundamentais para que o paciente retome sua rotina com segurança, autonomia e qualidade de vida.
Texto de Jonas Vila/ Ascom HC






