Hemopa promove passeio ao ar livre em Belém para pacientes com hemofilia

Hemopa promove passeio ao ar livre em Belém para pacientes com hemofilia

26/04/2026 Off Por ASCOM

A Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) reuniu, neste sábado (25), pacientes com hemofilia e familiares deles em uma ação de acolhimento

A atividade marcou as ações alusivas ao Dia Mundial da Hemofilia e promoveu um momento de convivência fora do ambiente hospitalar.\

Foto: Felipe Borges – Ascom/Hemopa Iniciativa reforçou o cuidado contínuo e o acompanhamento multiprofissional.

A programação contou com roda de conversa, atividades educativas, ações com diferentes áreas da saúde e momentos de integração em meio à natureza, com foco no bem-estar e na troca de experiências entre os participantes.

A diretora técnica do Hemopa, Larissa Francês, destacou que iniciativas como essa ampliam a forma de cuidar dos pacientes. “Mais do que o tratamento, buscamos acolher o paciente no dia a dia, fazendo com que ele se sinta parte do Hemopa. É um cuidado que vai além do atendimento clínico”, afirmou.

Fundação Hemopa realizou o passeio com o apoio de uma equipe multiprofissional para os cuidados necessários

Fundação Hemopa realizou o passeio com o apoio de uma equipe multiprofissional para os cuidados necessários Foto: Felipe Borges – Ascom/Hemopa

Larissa Francês reiterou que sair do ambiente hospitalar também faz diferença na rotina dos pacientes. “É uma oportunidade de viver outras experiências, de estar em um espaço diferente e fortalecer esse vínculo com a equipe”, completou.

Para os participantes, o encontro representou uma pausa na rotina de cuidados. A autônoma Dailde Santos, de 35 anos, mãe do paciente Abraão, de 5 anos, destacou o impacto positivo da iniciativa. “É um momento leve, em que a gente consegue relaxar, conversar e se sentir acolhida. Isso faz diferença para quem vive essa rotina todos os dias”, disse.

A médica hematologista Saide Sarmento reforçou a importância do diagnóstico precoce da hemofilia. “Manchas roxas frequentes e sangramentos prolongados após procedimentos simples, como vacinas ou o teste do pezinho, são sinais de alerta que precisam ser investigados”, explicou.

Larissa Francês, diretora técnica da Fundação Hemopa: “Cuidar vai além do tratamento”.

Larissa Francês, diretora técnica da Fundação Hemopa: “Cuidar vai além do tratamento”. Foto: Felipe Borges – Ascom/Hemopa

A hemofilia é uma doença genética rara que afeta a coagulação do sangue e atinge, principalmente, os homens. Dados do Ministério da Saúde indicam que o Brasil registrou 14.576 pessoas com hemofilia em 2025.

O acompanhamento dos pacientes envolve uma equipe multiprofissional. Para o farmacêutico Robson Paixão, esse suporte é essencial ao longo da vida. “É um cuidado contínuo, que envolve diferentes áreas e garante não apenas o tratamento, mas também acesso a direitos e qualidade de vida”, destacou.

A pedagoga Joyce Cunha ressaltou que o atendimento também inclui suporte educacional e social. “O acompanhamento vai além da saúde. Trabalhamos com educação em saúde, apoio à escolarização e fortalecimento das relações sociais”, explicou.

Foto: Felipe Borges – Ascom/Hemopa Equipe reforçou orientações sobre sinais e acompanhamento da hemofilia.

A ação contou com apoio do projeto Visitas Monitoradas nos Parques Urbanos, da Universidade Federal do Pará (UFPA), que promove atividades inclusivas em espaços públicos. A iniciativa integra as ações do Hemopa voltadas ao acompanhamento contínuo de pacientes com coagulopatias, com foco na qualidade de vida e no fortalecimento do cuidado ao longo do tempo.

Texto em colaboração com Felipe Borges (Ascom/Hemopa)