Hospital Galileu dá suporte à reabilitação para traumas

Hospital Galileu dá suporte à reabilitação para traumas

16/06/2026 Off Por ASCOM
Um acidente pode mudar a vida em poucos segundos. Para muitos pacientes atendidos no Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), referência em trauma ortopédico no Pará, a recuperação começa muito antes da alta médica. Depois da cirurgia, da imobilização e do tratamento físico, existe um outro desafio, muitas vezes silencioso: lidar emocionalmente com as mudanças provocadas pelo trauma.

Momentos lúdicos ajudam a descontrair rotina hospitalar

Momentos lúdicos ajudam a descontrair rotina hospitalar Foto: Divulgação

A dificuldade para voltar a caminhar, o medo de não recuperar os movimentos, a dependência temporária de familiares e as incertezas sobre o futuro costumam fazer parte da rotina de quem enfrenta uma reabilitação ortopédica. Em muitos casos, o impacto emocional é tão significativo quanto a própria lesão.

Segundo a psicóloga hospitalar do Hospital Galileu, Evelyn Cristina Martins Cunha, acidentes e traumas ortopédicos ultrapassam a dimensão física e podem provocar rupturas importantes na vida do paciente.

“Em questão de segundos, uma pessoa que antes realizava suas atividades com autonomia pode passar a depender de cuidados, se afastar do trabalho, da convivência social e da rotina habitual. O trauma também afeta aspectos emocionais, familiares e sociais”, explica a especialista.

Medo, ansiedade, insegurança, tristeza, frustração e até culpa estão entre os sentimentos mais frequentes durante a recuperação. Perguntas como “Vou voltar a andar?”, “Minha vida será como antes?” ou “Vou conseguir trabalhar novamente?”, costumam surgir durante o processo de reabilitação.

Evelyn frisa que essas reações são naturais diante de uma experiência inesperada e profundamente transformadora. “O sofrimento emocional não deve ser encarado como fraqueza. Muitas vezes, o paciente vive uma espécie de luto pela perda temporária ou permanente da autonomia, da imagem corporal e dos projetos interrompidos pelo acidente”, destaca.

Nesse contexto, o acompanhamento psicológico torna-se um importante aliado do tratamento físico. No Hospital Galileu, a Psicologia Hospitalar integra o cuidado multiprofissional e oferece acolhimento para que pacientes consigam expressar medos, angústias e dúvidas durante o período de internação.

Hospital Galileu integra a rede pública estadual de saúde, e funciona na rodovia Mário Covas, nº 2672, no Una, em Belém

Hospital Galileu integra a rede pública estadual de saúde, e funciona na rodovia Mário Covas, nº 2672, no Una, em Belém Foto: Divulgação

“A recuperação física e emocional caminham juntas. Quando o paciente consegue falar sobre seus medos e compreender melhor o processo vivido, tende a aderir mais ao tratamento, participar da reabilitação e enfrentar de forma mais saudável as limitações temporárias ou permanentes”, explica a psicóloga.

O acolhimento também se estende às famílias, que frequentemente precisam reorganizar a rotina e lidar com sentimentos como medo, ansiedade e sobrecarga emocional. Segundo a especialista, familiares emocionalmente orientados conseguem oferecer um suporte mais seguro ao paciente e também preservar a própria saúde mental.

A diretora executiva do Hospital Galileu, Paula Narjara, destaca que a recuperação humanizada faz parte da proposta assistencial da unidade. “No Hospital Galileu, entendemos que cuidar vai além do tratamento da lesão. A recuperação do paciente envolve acolhimento, escuta e suporte emocional, porque sabemos que o trauma impacta não apenas o corpo, mas toda a dinâmica de vida daquela pessoa e de sua família. Nosso compromisso é oferecer uma assistência cada vez mais humanizada e integral”, ressaltou.

Referência em trauma ortopédico na saúde pública do Pará, o Hospital Público Estadual Galileu realiza atendimento de média e alta complexidade, com foco em reabilitação multiprofissional e assistência humanizada.

Texto: Ascom/HPEG