Hospital Regional da Transamazônica: Enfermagem ajuda a transformar tratamento de saúde em cuidado humanizado na maior unidade do Sudoeste do Pará

Hospital Regional da Transamazônica: Enfermagem ajuda a transformar tratamento de saúde em cuidado humanizado na maior unidade do Sudoeste do Pará

13/05/2026 Off Por ASCOM

Mayara Santos, de auxiliar administrativa à coordenadora de Enfermagem (Foto ASCOM-HRPT)

“Eu sempre gosto de falar que a Enfermagem me trouxe aquilo que há de melhor em mim”. A frase entrecortada pela emoção traduz o orgulho que Mayara Santos tem em exercer uma das profissões mais admiradas no mundo. Enfermeira do Hospital Regional Público da Transamazônica (HRPT), em Altamira, Sudoeste do Pará, Mayara, hoje com 30 anos, iniciou a carreira na unidade quando tinha 18. “Eu trabalhava nesta sala, era auxiliar administrativa do médico. Ele fazia os exames e eu digitava”, conta a jovem, ao revisitar a Mamografia, onde nasceu a paixão pela Enfermagem.

Rosiene Silva, técnica em Enfermagem nas UTIs Infantis (Foto ASCOM-HRPT)

            A história da técnica Rosiene Silva, com o HRPT, tem ainda mais tempo: 16 anos. A profissional já carregou a maioria dos bebês prematuros que passaram pelas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) Neonatal e Infantil, além da Unidade de Cuidados Intermediários (UCI). Tanto tempo dedicado a cuidar e a salvar vidas pequenas e frágeis, rendeu apelido carinhoso. “Se você perguntar ‘quem é tia Rosi’, da porta da frente do Regional à dos fundos, todo mundo vai saber que sou eu”, orgulha-se.

            Atualmente, são 420 profissionais da Enfermagem, representando mais de dois terços, ou, 67% dos 634 colaboradores diretos do HRPT. É a maior equipe de saúde da Transamazônica e Xingu, um verdadeiro batalhão que todos os dias luta em favor da vida. Vida como a do jovem Júlio César Santos, 23 anos, que passou por uma cirurgia de risco para estancar uma infecção nos ouvidos depois de bater a cabeça em um acidente doméstico. “O atendimento ajudou muito na recuperação”, reconhece. Vida como a do idoso João Sousa, 75 anos. “Só lembro quando já estava acordando no hospital”, conta.

            Quem ajudou o aposentado a ‘acordar’ foi a equipe da UTI Adulto, comandada pelo enfermeiro Endryl Carvalho. Essa é a maior recompensa, reflete. “Tem a ver com todas as funções que a gente executa aqui dentro. É muito satisfatório ter pacientes resgatados, pacientes que saíram de quadros críticos e a gente poder devolver de novo essa pessoa para sua vida comum, de qualidade e digna”. Em março, a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Adulto, do Regional da Transamazônica, conquistou selo nacional de eficiência.

            Tem quem defenda que a Enfermagem não é função, é vocação. Há 18 anos tem sido assim para Rosivania Barros, que começou a trabalhar no Hospital Regional da Transamazônica pouco depois de a unidade abrir, e já experimentou de tudo dentro da profissão. Da Enfermaria, passou pela Hemodiálise, gerenciou equipes, e hoje é diretora da Assistência. É ela quem cuida dos 420 profissionais, como já citado, do maior setor de saúde da região.

Durante a formação de bons profissionais, a missão é “integrar, capacitar e desenvolvê-los de acordo com o que regem as portarias do Ministério da Saúde (MS). O trabalho traz reconhecimento institucional”, detalha a diretora. Os ganhos vêm em forma de reconhecimento, como a Acreditação ONA-3, maior certificação a unidades de saúde de média e alta complexidade.

Para Yara Oliveira, gerente de Enfermagem, a eficiência no atendimento é sustentada “principalmente em de três pilares: escuta ativa, organização dos processos e valorização da equipe”. São os braços, as cabeças e os corações da Enfermagem que há quase duas décadas ajudam a reafirmar a importância do Hospital Regional Público da Transamazônica, não apenas como maior porta de entrada para uma população de quase meio milhão, mas como porta de entrada de um lugar que acolhe e recupera.

 

Texto: Ascom HRPT.