No Dia da Enfermagem, profissionais do Hospital Abelardo Santos relembram vivências que marcam vidas e garantem a melhor assistência

No Dia da Enfermagem, profissionais do Hospital Abelardo Santos relembram vivências que marcam vidas e garantem a melhor assistência

12/05/2026 Off Por ASCOM

Relatos evidenciam o papel estratégico da categoria na transformação de protocolos técnicos em acolhimento e superação

Referência em média e alta complexidade pediátrica e obstétrica no Pará, o Hospital Regional Abelardo Santos (HRAS), em Icoaraci, mobiliza 987 profissionais de enfermagem, entre enfermeiros e técnicos. Essa equipe atuou no atendimento a mais de um milhão de pessoas em 2025, volume que abrange 41.280 pronto-atendimentos, 20 mil diárias de UTI, 24.541 sessões de hemodiálise e 4.757 partos.

Foto: Divulgação

Segundo Adriano Furtado, enfermeiro e gerente assistencial da unidade, o equilíbrio entre eficiência e humanização é um desafio central, manifestado na preservação da dignidade em contextos críticos. “O que comprova a força da nossa enfermagem é a capacidade de unir agilidade, segurança e sensibilidade no mesmo momento, independente do caso”, afirma.

O diretor geral do HRAS, Flávio Tavares, parabenizou os profissionais destacando a dedicação na assistência. “Nossa equipe é o pilar que sustenta o atendimento de excelência no Abelardo Santos, transformando números expressivos em cuidado humano e esperança para milhares de paraenses. Cada alta hospitalar e cada vida assistida reafirmam o compromisso e a competência técnica desses profissionais que não medem esforços para garantir a dignidade dos nossos pacientes”, declarou.

Enfermeiro Daniel Tapajós, coordenador do Pronto Socorro Infantil Foto: Dvulgação

Com seis anos de trajetória no HRAS, o enfermeiro Daniel Tapajós, coordenador do Pronto Socorro Infantil, descreve a pandemia de COVID-19 como um dos períodos mais complexos de sua carreira. “Era um cenário comparável a um estado de guerra, a equipe enfrentou o desconhecido em jornadas exaustivas. O estudo era constante para praticarmos a terapia correta”, lembra. O ponto de virada ocorreu com a primeira alta hospitalar da unidade que, naquele contexto, simbolizou a validação de todo o esforço empenhado. “Era a nossa esperança sendo renovada e a prova de que o esforço começaria a demonstrar resultados. Foram muitas noites sem dormir, plantões muito difíceis”, recorda o enfermeiro.

A capacidade de transformar a perda em novas possibilidades marca a atuação da enfermeira Dejenane Costa. Ela recorda de um plantão no qual coordenou o protocolo de morte encefálica de um jovem socorrista. O processo exigiu articulação entre as equipes de serviço social, psicologia e medicina para o acolhimento familiar. “A decisão da família pela doação de órgãos permitiu que dois rins e um fígado salvassem três vidas”, conta. Para a profissional, o desfecho reafirma o valor da sensibilidade no atendimento crítico. “Mesmo diante da dor profunda, é possível transformar sofrimento em vida. Ele se dedicou a ajudar quem precisava e, na partida, deixou um legado para o recomeço de outras três histórias”.

Foto: Divulgação

Dedicação e recomeço

O impacto da assistência contínua se reflete na recuperação de pacientes crônicos, como no caso acompanhado pela técnica em enfermagem Leidiane Barros. Ela monitorava a evolução de I.S, paciente internado recorrentemente desde a infância e que dependia de dispositivos de suporte vital, como a gastrostomia (GTT) e a traqueostomia. Graças à melhora progressiva, a GTT foi retirada e a equipe de cirurgia torácica iniciou o protocolo para a remoção da traqueostomia, uma vez que o paciente recuperou a autonomia respiratória e a fala. Para Leidiane, o avanço indica o sucesso do trabalho empregado para a reabilitação. “Acompanhar essa evolução e a retirada dos aparelhos é gratificante. Esse progresso mostra que nossa assistência faz a diferença na vida do paciente”, conta.

Foto: Divulgação

Referência em saúde pública

O Hospital Regional Dr. Abelardo Santos (HRAS) é a maior unidade pública do Governo do Pará. Referência no atendimento à mulher, criança e população indígena, promoveu mais de um milhão de atendimentos em 2025.

A estrutura conta com pronto-socorro pediátrico, ginecológico e obstétrico 24 horas, 360 leitos distribuídos entre emergência, cirurgia, internação clínica, Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e Unidades de Cuidados Intermediários (UCIn), além de ser uma das principais maternidades do Estado, realizando mais de 5 mil partos anuais, e contar com um centro de terapia renal.

Texto: Sérgio Moraes / Ascom HRAS